NOSSAS EXPERIÊNCIAS: 2012-01-01

7 de jan. de 2012

Depois da Avenida É conhecido o problema das travestis e transexuais que são obrigadas a se prostituir para conseguirem sobreviver. Mesmo querendo ser engenheiras, médicas, enfermeiras, muitas garotas são obrigadas a seguir para a prostituição. E agora, quando chega uma certa idade e até mesmo as ruas lhes são negadas? Você vai conhecer a história de três travestis, que preferiram não serem reconhecidas, nem nomeadas. São histórias de renovação e de luta!

"Tudo o que eu quero é sair daqui" Uma mulher completa. Era assim que Cláudia se sentiu durante muitos anos. A garota que era considerada uma das musas da sua cidade no interior bahiano, seguiu para o Rio de Janeiro em 1977. Ao chegar na cidade maravilhosa encontrou amparo em outras travestis e atendia somente a executivos. Não demorou muito para encontrar um companheiro e a viver junto com ele. Passados os anos, a mesma mulher completa hoje encontra-se sozinha novamente no interior bahiano. "Tudo o que eu quero é sair daqui, voltar para a avenida, ser a mulher que eu era antes". Claudia voltou a sua terra natal por ser soropositiva. Ainda não tem trabalho e sua única esperança é voltar, aos 42 anos, para a avenida.

Da avenida para uma mesa de costura
Elisa foi uma das primeiras travestis de Blumenau. Com seus 52 anos assumidos, ela largou da avenida há dois anos. Fala que o ato de largar as ruas foi o mais difícil. No começo sentia saudades das cantadas e do assédio dos rapazes. "Gostava de ficar parada esperando o próximo cliente, sentia-me poderosa". Com o tempo os clientes foram ficando escassos e a concorrência aumentando. Outras travestis, mais novas, começaram a fazer ponto na região central da cidade e Elisa não conseguia mais se manter com o dinheiro das ruas. "Fiquei sem alternativa, tiraram o meu ganha pão". Aos cinqüenta anos, Elisa se viu sem a sua profissão.
Sem companheiro fixo, Elisa teve que voltar para a sua terra natal, a cidade de Taió, no Alto Vale do Itajaí. Ela teve a sorte de encontrar amparo na família, que a empregou em uma confecção. "Não tenho mais o dinheiro fácil e a diversão de antes. Me culpo às vezes por ter mudado todo o meu corpo, ter assumido uma nova identidade para acabar a vida onde comecei, trabalhando em uma confecção".

Reconquistando a vontade de viver

"Aquela noite foi a mais difícil de minha vida". Aquela noite foi a noite que Samanta foi agredida por outras travestis nas ruas de Porto Alegre. Era uma briga pelo ponto próximo a Avenida Farrapos. Samanta estava sozinha, afinal muitas de suas amigas da noite haviam mudado de cidade ou largado a avenida. Sozinha e contra muitas, a briga foi desigual, lhe rendendam duas cicratizes perto dos supercílios.
Samanta conta que seus últimos meses como garota de rua não foram nada fácil. Além das habituais brigas pelo ponto, ela enfrentava clientes descontentes e policiais. A decisão de sair das ruas veio junto com uma carta de uma amiga. "Eu estava com quase 50 anos e não via mais nenhuma perspectiva na noite". Samanta não mudou de cidade, mas ficou animada com a mudança alcançada pela amiga. Decidiu fazer o mesmo.
Do alto dos seus 1,80m, Samanta entrou em um curso de cabeleireiro e investiu todas as suas economias num salão de bairro. "Eu reconquistei a vontade de viver e de lutar", afirma Samanta, que agora planeja a construção de uma sauna para travestis na grande Porto Alegre.

Por Andressa Amaral
fonte: www.fervo.com.br
Homossexualidade e a legislação

A homossexualidade, ainda hoje, é um tema que provoca grandes polêmicas e acaba envolvendo o encaminhamento dos projetos de lei, que reconhecem essa orientação sexual, um assunto cheio de preconceitos, tabus, mitos.
Em nossa sociedade temos que, aquilo que não se encaixa nos padrões da sociedade é chamado de "anormal", fato que demora em amadurecer e como exemplo temos, o divórcio, a homossexualidade e ainda outros. O primeiro, atualmente, já está legalizado através da Lei do Divórcio de nº6.515/77. A homossexaulidade, atualmente e após algumas décadas, já é visto com mais tolerância, embora e ainda, sem legislação.
Pode-se dizer que o tema ora comentado, é de grande importância, tendo em vista que os litígios que envolvem estas relações, em âmbito pessoal e patrimonial, têm aumentado muito.
A idéia deste trabalho não é expor a nossa opinião ou a de outros mas, tão somente esclarecer como este tema vem sendo tratado no âmbito do Direito.

EVOLUÇÃO HISTÓRICA
As práticas homossexuais tiveram variados comportamentos ao longo da história, desde os mais primórdios tempos até os dias atuais.
Registros da homossexualidade foram encontrados entre povos das antigas civilizações romanas, egípcias, gregas, assírias e na Caldéia, antigo berço da civilização. O protótipo deste comportamento foi o imperador romano, Nero.
No homossexualismo grego, o importante era a valorização do belo e a sua prática não era condenada e nem discriminada sendo considerado mais nobres que as relações heterossexuais.
Em Asparta o jovem que não tivesse um amante era castigado e ainda multado se preferisse um rico a um pobre. As relações eram prescritas pelo governo.
Um exemplo da super valorização do mundo masculino está no homossexualismo de Felipe de Macedônia, que em uma batalha em Queronéia, morreu todo um grupo militar defendendo suas vidas e a de seus amados. Havia uma agressividade muito grande ao vingar as mortes de seus amantes.
Em Atenas, nas Olimpíadas, os homens apresentavam seus corpos nus, as mulheres eram proibidas de participarem por serem consideradas incapazes de apreciar o belo.
Na Grécia, jovens procuravam o filósofo Platão para iniciarem na retórica e na oratória e, após serem escolhidos pelo mestre, o que era motivo de muita honra, os jovens deveriam se submeter a favores sexuais. Acreditava-se que tal submissão aumentava as habilidades políticas e militares.
Por sua vez o heterossexual era visto com desprezo e tinha por finalidade única a reprodução específica, era considerado menos nobre que o homossexual. Diferentemente, Roma condenava tal prática, a mulher era considerada propriedade do homem e a este deveria servir, a ela era concedido ter seu prazer sexual.
Durante o periodo justiniano dois editos tratam da homossexualidade com rigor e faz com que essas práticas sejam proibidas durante toda a idade Média. A igreja, através da Santa Inquisição, foi a maior perseguidora do homossexualismo embora e sempre muito presente nos mosteiros e acampamentos militares, a prática de sexo que não tivesse por finalidade a procriação era proibida pela igreja.
Em meados do século XIX, a homossexualidade passou a ser vista com mais relevância embora, não tenha trazido nenhum benefício aos homossexuais que continuavam sendo tratados com hostilidade, o que por muitas vezes levava o homossexual ao suicídio.
Houve uma revolução na sociedade quando Freud inovou o conceito de homossexual ao defini-los como seres não suficientemente desenvolvidos para chegarem a plenitude do sexo genital hétero sexual, o que causou grande escândalo pois desde o período Aristóteles o sexo era somente para procriar.
Em 28 de junho de 1969 ocorreu um grande movimento de travestis, com muitas brigas entre homossexuais e a polícia e ficou denominado de Motim de Stonewall no Grenwich Village. Esse dia institucionalizou o Dia do Orgulho Gay.
Durante o Cristiano a homossexualidade era visto como algo repugnante, uma anomalia psicológica e até a década de 60 era considerada crime entre os ingleses.

POSIÇÃO DA IGREJA
Apesar das controvérsias sobre o assunto, alguns setores da sociedade já admitem o homossexualismo e até a possibilidade de casamento entre pessoas do mesmo sexo, mesmo que os pontos fundamentais de um casamento, família e filhos, não se realizem, no entanto, o mesmo não acontece em relação a entidades religiosas.
Recentemente, em entrevista concedida ao jornal "A Gazeta" de Vitória do Espírito Santo, o Bispo Auxiliar Dom João Braz de Aviz colocou que, "a igreja simplesmente não aceita. Não é um casamento. O problema do homossexualismo deve ser tratado com muito carinho. É um problema realmente difícil, não são pessoas que devem ser discriminadas, mas a igreja não vai aceitar nunca. Não pode haver amor no sentido genital, entre pessoas do mesmo sexo. Uma amizade profunda, sim. Um relacionamento íntimo como marido e mulher ou namorado, é diferente".
Esta posição do religioso é importante pois, dá a idéia da dimensão das correntes religiosas e o quanto a moral é fator preponderante na tomada de posições.
O Vaticano também se pronunciou a respeito da homossexualidade, condenando-a, "embora em si não haja um pecado, constitui no entanto uma tendência, mais ou menos forte, para um comportamento intrinsicamente mal do ponto de vista moral". (Maria Berenice Dias, União Homossexual: O preceito & a justiça, p. 29).
Na era Cristã a homossexualidade era visto como algo repugnante, uma anomalia psicológica e o enfoque bíblico é e sempre foi influente na opinião da maioria dos países e o seu posicionamento é o de abominação, "Com o homem não te deitarás, como se mulher fosse: é abominação", Lv 18:22.

HOMOSSEXUALIDADE
O termo "homossexualidade" apareceu pela primeira vez no ano de 1890, traduzido por Charles Gilbert Chaddock, anteriormente, conhecido pelo termo "inversão".
O termo "invertido" foi usado em 1882 para estigmatizar homens efeminados e mulheres masculinizadas e ainda, para definir um traço doentio na homossexualidade, a degeneração do perfil de tais pessoas que à época, já buscavam o reconhecimento de suas parcerias sob o ângulo afetivo e também no âmbito do direito.
No Brasil, os termos "sodomita, somitigo e uranista" eram usados para os homens homossexuais e para as mulheres homossexuais, o termo "tríbade".
Em 1869, houve a primeira manifestação em defesa dos homossexuais, onde o médico húngaro Karoly Benkert defendia a heterossexualidade como um comportamento normal e a homossexualidade como anormal inato e que merecia ser tratado pela medicina e não ser perseguido pela justiça.

CLASSIFICAÇÃO DA HOMOSSEXUALIDADE NO MUNDO
Atualmente podemos afirmar que a posição mundial em relação aos homossexuais está dividida em três blocos:Liberal, denominada de "Act on the Opening up of Marriage" é a mais liberal, recebe aval da Igreja, permite que as pessoas se casam com outras de um mesmo sexo, possui a legislação mais avançada em relação a de outros países.Conservadores, compostas por países muçulmanos e islâmicos, não permitem a manifestação da homossexualidade chegando condenar a morte quem a pratica.Intermediárias, este é o maior bloco entre todos, neste se discute legislações e existem jurisprudências que tendem reconhecerem efeitos jurídicos à homossexualidade. O Brasil faz parte deste bloco.

ORIGEM
Ainda hoje, não se sabe ao certo, qual a origem genética da homossexualidade, embora esteja sendo desenvolvidas várias pesquisas em torno deste tema.
Sob pontos de vista, nem sempre divergentes, as teorias psicológicas, sociais e biológicas tentam explicar as causas da homossexualidade e atualmente, no campo científico deixou de ser considerado doença patológica, só sendo considera doença se trouxer desconforto ao indivíduo.
Em 1985, ao ser revisado o CID-10, Código Internacional de Doenças, 10ª edição, o homossexualismo deixou de ser considerado distúrbios mentais, e ainda, foi excluído pelos cientistas, do DSM -IV Manual de diagnóstico e estatísticas de transtornos mentais, somente a palavra "Manual" é em maiúsculo? isto por se acreditar que os transtornos do homossexual transcorrem mais pela discriminação social e preconceito de suas opções sexuais. Nesta época o homossexualismo perde o sufixo ismo, que caracteriza uma patologia e ganha o sufixo dade, que determina uma qualidade.
A Anistia Internacional considera violação dos direitos humanos a proibição da homossexualidade.
A explicação da distinção entre homossexual e transexual se faz necessário para que se entenda a diferença existente entre ambos podendo acontecer entre as mulheres e entre os homens.
O homossexualismo e o transsexualismo não se confundem, são distintos, não são homônimos.
O primeiro é classificado pela Medicina Legal e da Psicologia, pela preferência de uma pessoa por outra do mesmo sexo, não sente desejo de mudar de sexo, sendo seus genitais órgãos de prazer, deles gostam e não negam seu sexo.
Por sua vez, o transexual, é a pessoa que não se sente confortável com seu corpo chegando a sentir aversão por ele, o transexual não aceita seu sexo, psicologicamente se identifica com o sexo oposto e busca muda-lo cirurgicamente.

A HOMOSSEXUALIDADE NA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA
Antes de adentrarmos no assunto da legalidade homosssexual, vemos aqui a necessidade de esclarecer à pessoas leigas na linguagem jurídica, a diferença entre acórdão e jurisprudência.
Acórdão é um julgamento, decisão proferida por tribunais superiores, enquanto que jurisprudência são várias decisões reiteradas sobre um mesmo assunto.
Assim, vários acórdãos iguais, dizendo "a", formam uma jurisprudência. Em suma, jurisprudência resulta de várias decisões iguais e no mesmo sentido.
Simpatizantes ou não, concordando ou não, o certo é que com mais freqüência estamos vivenciando os homossexuais buscarem um espaço na sociedade e o amparo legal e, queiram ou não, a sociedade civil e o Poder Público terão que respeitá-los.
No Brasil, a homossexualidade não é reconhecida por lei e por ela não sofre punições sendo ainda marginalizada pela sociedade.
A situação tem ensejado acaloradas discussões e controvérsias, seja nos meios jurídicos, religiosos e na sociedade conservadora. No entanto, a tendência é a pacificação não só pelas jurisprudências mas também, pelas propostas de regulamentação da matéria, como já vem ocorrendo em outros países.
Por ora, em nosso país, a questão do casamento entre pessoas de um mesmo sexo está totalmente afastada pois que em nossa legislação, o casamento só pode ser constituído por pessoas de sexos diferentes e visa essencialmente , a constituição de família.
Atualmente tramita pelo Congresso um projeto de Lei de nº 1.151/96 de autoria da ex-deputada Marta Suplicy que encontra fortes resistências dos parlamentares, das Igrejas Católicas e Evangélicas e da sociedade conservadora.
Este projeto não busca assemelhar a união entre pessoas do mesmo sexo ao casamento mas tão somente propor a regulamentação das parcerias por meio de um contrato civil e mediante registro nos Cartórios de Registro Civil de Pessoas Naturais.
Se o referido projeto for aprovado, pessoas do mesmo sexo que vivem juntas passarão a ter direitos à herança, sucessão, previdência, declaração de renda conjunta e nacionalidade.
O Projeto de Lei nº 5.252 de 2001 do líder do PTB na Câmara, deputado Roberto Jefferson (RJ), apresentou uma outra proposição, a da ampliação do conceito de parceria civil.
Este projeto prevê o chamado pacto de solidariedade entre pessoas do mesmo sexo e ainda estender esta garantia a outras uniões, como exemplo, a parceria entre irmãos, de casais que decidam proteger seus direitos.

DIVERGÊNCIAS ATACAM REGULAMENTAÇÃO
Na Câmara, deputados ligados a grupos religiosos são contra a regulamentação do tema, entre eles está o Deputado Severino Cavalcanti (PPB-PE), 1º secretário da Casa com a declaração, "Não posso aceitar uma aberração como esta, de homem com homem, de mulher com mulher. Isso é contra as leis de Deus, contra os princípios éticos e morais. Não concordarei. Estarei na linha de frente para combater, como sempre fiz aqui na Câmara dos Deputados".
Devido a divergências como essa, o PL nº 1.151/1995, da ex-deputada Marta Suplicy, que prevê a união civil entre pessoas do mesmo sexo, aguarda votação no Plenário da Câmara desde 1996. Em maio de 2001, o projeto foi retirado de pauta, por um acordo de líderes.

DISCRIMINAR HOMOSSEXUAL É CRIME
Atualmente é penalizado a prática de discriminação em razão da orientação sexual.
Várias regiões do Brasil já possuem suas leis em defesa do homossexual estabelecendo penalidades aos estabelecimentos e pessoas que discriminem pessoas em virtude de sua orientação sexual.
O que se pretende com isto é o não estigmatísmo em relação a este fato social não sujeito a efeitos jurídicos e ainda não impor a mesma trilha tortuosa das relações de uma relação ente homem e mulher fora do casamento.
A Constituição tem por objetivo o respeito à dignidade humana garantindo a todos, a existência de um estado democrático de direito e a sua realização.
Entre os estados que já possuem as referidas leis, o Rio Grande do Sul, mais uma vez, é vanguardista ao sancionar em ato oficial, a lei nº 185/2002 de projeto do deputado Padre Roque Grazziotin (PT) que garante aos homossexuais a cidadania plena e a dignidade de vida.
A partir da publicação desta lei, qualquer pessoa física ou jurídica, será punida com penas que vão desde a advertência até a cassação de licença para funcionamento de lugares públicos.
Vários estados e municípios brasileiros já possuem ou encontram-se em tramitação, leis sancionando a discriminação homossexual com o objetivo de criar um parâmetro para a regulamentação das relações entre estas pessoas e ainda, assegurar o direito à igualdade para as pessoas culturalmente discriminadas dentro de uma sociedade.

HOMOSSEXUALIDADE PERANTE A PREVIDÊNCIA
Segundo entendimento do gerente executivo do INSS no Acre, Carlos José de Souza.
O Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) é obrigado a pagar benefícios para os homossexuais no caso de falecimento ou prisão de um dos parceiros de quem eram economicamente dependente.
Os parceiros deste tipo de relação, encontram-se totalmente desamparados perante a lei.
O Brasil caminha a passos lentos, rumo à concessão dos benefícios previdenciários a pessoas que vivem em parcerias homossexuais, na tentativa de cumprir seus compromissos sociais. Mais uma vez a região sul do país é pioneira neste movimento quando em decisão, da Vara de Justiça Federal de Santa Catarina, fica reconhecido o direito a metade da pensão vitalícia a companheiro homossexual de servidor público já falecido, com a justificativa de que o não pagamento configura discriminação por orientação sexual.
Uma outra decisão, dessa vez da Justiça Federal gaúcha, concede em tutela antecipada, pensão por morte de parceiro homossexual ao companheiro sobrevivente.
Neste mesmo sentido, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio mantém o direito aos parceiros homossexuais de requererem o reconhecimento da relação para fins previdenciários.
Em decisão, o Supremo Tribunal Federal rejeitou as alegações divergentes do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS do Rio Grande do Sul de não conceder direitos previdenciários a casais homossexuais.
No plano normativo há avanços no sentido de estender tal auxílio aos parceiros homossexuais na condição de dependente do segurado.
Os homossexuais ao perderem seus companheiros por morte ou encarceramento já estão assegurados como dependente preferencial dos segurados da Previdência Social, a decisão é da 3º Vara da Justiça Federal de Porto Alegre, em sentença numa ação civil pública, tal decisão possui validade em todo território nacional.

DIREITO ESTRANGEIRO
Igualmente ao nosso país, em vários países da Europa a religião é decisiva na regulamentação de união entre pessoas do mesmo sexo.
No entanto não há como negar que, embora lenta, há evolução na regulamentação destas uniões em todo o planeta.
A Dinamarca, em 1989, Suécia e Noruega em 1995 e a Islândia em 1999 reconhecem direitos e obrigações mútuas de assistência material e moral às parcerias entre pessoas de um mesmo sexo.
A Holanda, atualmente, posssui a legislação mais liberal de todas outras, conferindo às parcerias homossexuais a possibilidade de se casarem. Este instituto abrange além das parcerias homossexuais, também as heterossexuais.
Na França, está aprovado desde 1999, o "Pacto Civil de Solidariedade" que dispõe sobre os direitos e deveres das parcerias homossexuais e heterossexuais.
Nos Estados Unidos, os estados possuem legislações diferentes, há estados bastante liberais e outros ainda conservadores no que tange às uniões homossexuais.
A Lei do Estado de Vermont aprovada em 15 de abril de 2.001 reconhece o casamento entre homossexuais sob caráter familiar, com as mesmas condições de casamento heterosexuale com a possibilidade de adoção.
No Parlamento Europeu, há um projeto de lei propondo direitos iguais para as parcerias homossexuais e heterosexuais, aos membros da comunidade europeía.

DO DIREITO SUCESSÓRIO
As jurisprudências têm reconhecido a união de fato como se sócios fossem os parceiros homossexuais, mas nunca uma entidade familiar.
Estas parcerias configuram fato social e jurídico gerando efeitos jurídicos, que configuram uma sociedade civil semelhante ao que ocorre nas uniões estáveis, no que diz respeito aos bens adquiridos durante o tempo de união entre o homem e a mulher.
Nos dias atuais, a união de fato entre homossexuais tem gerado efeitos jurídicos positivos no que se refere ao patrimônio.
Tais consequências, no que refere ao patrimônio, são regidas pelos mesmos princípios que amparam as sociedades de fato entre um homem e uma mulher, desde que com a participação de ambos ou ainda, o direito a indenização pelos serviços prestados por um dos parceiros.
Tendo em vista o exposto, tem se reconhecido uma sociedade de fato entre homossexuais e tão somente, pois que, na referida relação não há requisitos legais que configurem uma família.
Apesar de muitos sensacionalismos por parte da imprenssa não corresponderem aos verdadeiros teores dos julgados, as jurisprudências, com a valorização da afetividade humana, tem abrandado os preconceitos e formalidades desde que, se cumpra os deveres da assistência mútua em um convívio estável caracterizado pelo amor e respeito e com objetivo de construir um lar.
É inquestionável que tal relação gera direitos e obrigações e não pode ficar omissa no âmbito do direito.

SITUAÇÃO JURÍDICA DO ESTRANGEIRO NO BRASIL
Lei 6815/80, para que uma pessoa estrangeira possa celebrar uma parceria civil no Brasil antes deverá ser naturalizada e para tanto, deverá comprovar um prazo mínimo de residência determinado por lei.

ADOÇÃO NA LEI BRASILEIRA BRASILEIRA
A adoção no Brasil é regulada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente que não faz restrições explícitas a casais homossexuais. Alguns tribunais brasileiros já têm aceitado a adoção por homossexuais, que para não dificultar a adoção escondem suas opções sexuais, principalmente se moram com seus parceiros.
O artigo 42 do referido estatuto expressa quem pode adotar.
O que se faz necessário esclarecer é que a adoção é concedida somente para um dos parceiros e não a um casal homossexual, pois que no âmbito jurídico brasileiro, a adoção por uma única pessoa não sofre impedimento legal.
Embora a lei não expresse a vedação à adoção por homossexuais,para o adotado, um casal homossexual é tido um não bom referencial, não por discriminação mas por se entender que a conduta sexual do adotante dirigirá o desenvolvimento sexual do adotado.
Nos últimos anos, alguns juízes têm se posicionado em favor dos homossexuais. É o caso do juiz Siro Darlan, da 1a. Vara da Infância e da Juventude do Rio de Janeiro. Desde 1998, ele já concedeu oito guardas de crianças a homossexuais.
O exemplo mais notório de que os juízes têm sido mais liberais é o recente caso da guarda do filho da cantora Cássia Eller. A Justiça decidiu que Francisco Eller, o Chicão, continuará sob a guarda de Eugênia Martins, ex-companheira da cantora, negando recurso do avô Altair Eller. Posto isso, entre erros e acertos, o ojetivo é que sejam reconhecidas pela sociedade e pelo Direito, as relações entre pessoas do mesmo sexo que vivem afetivamente de modo peculiar mas que nem por isto sejam condenadas a viverem fora do âmbito jurídico.
O que estas pessoas buscam é o respeito ao seu modo de vida, longe da intolerância e de julgamentos pré-elaborados.

Autoria:Dra. Elizabete Demetriuk
OAB/SP 207131

6 de jan. de 2012

“Já tentei me matar várias vezes”

Reprodução / Web"A pessoa nasce gay. Infelizmente eu sofro preconceito. Moro no interior da Paraíba, na cidade de Sousa, e não entendo as pessoas que dão em cima de mim e depois ficam falando que eu vou pro inferno e tal. E ainda me criticam em todos os sentidos e dizem que não gostam de gay. Sei lá… não entendo o ser humano. Já tive deprê, já tentei me matar várias vezes por causa das pessoas da minha família. Eu apanhava na escola… gostei de pessoas que nunca me deram valor. Minha vida é uma história. Até hoje as pessoas têm esse tabu. Como se nascer gay fosse um defeito. Que Deus me ajude a viver a cada dia, porque está difícil sair na rua.”

— “R”, 18 anos

“Minha mãe diz que não é coisa de Deus”

Reprodução / Web“Sou homosexual e me assumi há pouco menos de 3 meses, desde então minha vida virou um inferno. Namoro já tem 6 meses. Meu pai já me aceitou entre aspas… meu padastro já me aceita, minha mãe não aceita e diz que não é coisa de Deus, até de mostro ela me chamou. Só não entrei em depressão até hoje porque conversei com meu pai e com um amigo dele que me esclareceu muita coisa. Gostaria de pedir ajuda de algum profissional psicólogo sei lá… alguém que pudesse conversar comigo e com minha mãe. Escrevo esta mensagem chorando.”

— Gabriela Lima, no blog do Profissão Repórter

Não era uma fase

© Revista Veja“No início da adolescência, já me sentia atraída por meninas. Aluna de um colégio de freiras, havia crescido ouvindo que o amor entre pessoas do mesmo sexo era algo imperdoável, mas nunca vi a coisa assim. A mim, parecia natural. Aos 14, até tentei namorar um menino. Não funcionou. Um ano depois, quando me apaixonei de verdade por uma garota, resolvi contar a meus pais. Minha mãe repetia: ‘Calma que passa, é uma fase’. A aceitação da ideia é um processo lento, que envolve agressões de todos os lados e decepção. Sei que contrariei o sonho da minha família, de me ver de grinalda e com filhos, mas a melhor coisa que fiz para mim mesma foi ser verdadeira. Por que me sentir uma criminosa por algo que, afinal, diz respeito ao amor?”


— Amanda Rodrigues, 18 anos, estudante de artes visuais no Rio de Janeiro
*Revista Veja, Ed. 2164. Especial: Gays: o começo do fim do preconceito


Viver a Vida: ele chegou a se casar e ter filhos

Rede Globo / Viver a VidaOlhando os depoimentos do site da novela Viver a Vida, da Rede Globo, acabei encontrando outro depoimento de homossexual.

Oswaldo Braga reprimia seus sentimentos e, por isso, chegou a se relacionar com mulheres, casou e teve 2 filhos. Seu relacionamento não deu certo e Oswaldo se separou. Após a separação, iniciou uma vida completamente diferente, assumiu para si que gostava de pessoas do mesmo sexo e buscou viver isso.
A aceitação veio aos poucos, mas ainda não é completa, pois falta a compreensão de um dos seus filhos, que Oswaldo entende, respeita e aguarda com suas portas sempre abertas.

Fonte: Gayroto em 14 de maio de 2010



Menores de idade fazem programas em troca de R$ 20.

PRF aponta cem pontos de prostituição nas estradas federais do estado

Uma equipe da InterTV, afiliada da Rede Globo no Norte do estado do Rio de Janeiro, passou dias e noites às margens da BR-101, no trecho que atravessa o município de Campos, e flagrou um grupo de meninas que abordam motoristas na beira da estrada para se prostituir.
As jovens passam a madrugada na BR-101 e revelam o que fazem. “A gente faz programa. Cada um é R$ 20”, conta uma delas. As imagens exclusivas foram registradas por um cinegrafista que finge ser um cliente. As jovens se oferecem: “Vamos fazer um programa?”.
Para as meninas, tempo também é dinheiro, e se o cliente demora para se decidir, elas vão embora. Mas não vão para casa. A moradia é improvisada em um imóvel abandonado às margens da rodovia. Depois de um pequeno descanso, voltam ao trabalho já depois do sol raiar.
Pela manhã, duas jovens recebem a companhia de mais uma amiga. Um rapaz, que chega em uma moto, vai com uma das meninas para um terreno baldio. Outra menina vai em seguida.
Tudo acontece a poucos metros do prédio da Delegacia da Polícia Rodoviária Federal. E o pior: as meninas que fazem sexo na BR-101 em troca de dinheiro são menores de idade.
Uma mulher que, por medo, esconde o rosto, desabafa: “É uma prostituição a noite toda, para lá e para cá. Tem garotinho de 9 anos usando drogas e fazendo aviãozinho. Além da prostituição infantil, existe a droga, de todo tipo que vocês possam imaginar”.
Em outubro de 2010, a própria Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou que o Rio de Janeiro tem quase cem pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias federais que cortam o estado. “A gente roda na estrada e sabe onde tem e onde não tem. Isso é uma pouca vergonha. Quem faz sexo com criança não merece nem respeito. Não pode nem ser chamado de caminhoneiro”, critica um motorista de caminhão.

Depois da denúncia, a PRF e o Conselho Tutelar fizeram uma operação contra a prostituição infantil na rodovia. Em uma casa abandonada, os agentes encontraram indícios de uso de crack. Ao todo, cinco pessoas foram presas e cinco menores, detidas. A 134ª DP (Campos) investiga o caso.

fonte: www.g1.globo.com

Garotas se vendem 

por até R$ 5,00

 

No interior de SP, meninas menores de idade se prostituem em postos de beira de estrada


Menor C. se prostitui em posto em rodovia de Canas, interior de SP

                                                                                                                          
 O grande posto abandonado e escuro na cidade de Canas (Vale do Paraíba) é o local escolhido pelos caminhoneiros para dormirem depois de um dia de trabalho. Várias carretas ficam enfileiradas. Tudo indica à primeira vista de que não há movimento no local. Mas são precisos apenas alguns minutos para que as garotas de programas comecem a circular nos corredores formados pelos veículos.
Em um grupo de seis ou sete garotas, uma delas chama a atenção pelo jeito mais delicado. A adolescente C também é a mais bonita e por isso a mais procurada pelos caminhoneiros. Em um intervalo de duas horas em que a reportagem permaneceu no local, foram poucos os minutos em que ela permaneceu fora das cabine dos caminhões.

"Eu sou maior de idade, tenho 18 anos", disse a garota, que, no entanto, não soube de pronto dizer o ano em que havia nascido. Depois desistiu de dar uma resposta convincente: "Eu não tenho que responder nada pra você. Sou maior de idade e pronto." Na noite de terça-feira, ela era a única que aparentava ser menor de idade, mas alguns caminhoneiros acusam que isso se repete em outros dias.

C contou que mora em Guaratinguetá e três vezes por semana pega carona e vai para o posto em Canas - 15 minutos de viagem pela Via Dutra. O preço dos programas são estabelecidos de acordo com o local em que é feito. Nas cabines dos caminhões custam R$ 25. O preço é mais caro para os veículos - R$ 30. O mais caro é quando acontece em uma casa praticamente abandonada, mas onde a proprietária aluga quartos para as garotas. R$ 35, porque R$ 5 são pelo quarto. As saídas duram em média 15 minutos.

A insistência em dizer ser mais velha é para não ser "expulsa pelas outras garotas". As prostitutas do posto de Canas não permitem que menores de idade fiquem por ali para evitar problemas com a polícia. C quer evitar ficar de "vai e vem" na Dutra, o que é reservado para as adolescentes que não conseguem ficar nos postos. Isso significa que elas entram nos caminhões para os programas e descem quilômetros a frente. Depois retornam em uma outra carona/programa.


A 10 km de Canas, garota viciada se prostitui para comprar crack

A cerca de 10 quilômetros dali, em Lorena, o cenário é totalmente diferente. O posto de gasolina de referência está ativado e bem iluminado. Uma grande rede de restaurantes de estradas instalou uma unidade ali há pouco mais de um mês, tornando o local em parada dos ônibus intermunicipais. Mas por outro lado as garotas de programas evidenciam que sua situação é mais precária. Enquanto no primeiro lugar as mulheres se maquiam e usam saias justas e botas, aqui todos usam calças de agasalho sujas e moletons surrados.

O problema aqui é o crack. Os traficantes inclusive ficam ao lado de quem se prostitui - a maioria travestis - andando de bicicleta de um lado para o outro. Quando os caminhões reduzem a velocidade para entrar no posto, eles começam a andar ao lado da cabine oferecendo os programas. O valor chega a ser um quinto do que recebem as garotas do outro posto.

Onde são feitos os programas? "Lá trás, atrás do muro do posto", diz uma menina de cerca de 1,5 metro, rosto de criança e roupa surrada. Para parecer experiente, ela fuma um cigarro e fala palavras de baixo calão. Ela fala que o programa custa R$ 10, mas depois reduz o preço pela metade.

O objeto dos programas é comprar as pedras de crack que são usadas depois em um grande galpão abandonado ao lado do posto. O dinheiro passa automaticamente para os traficantes de bicicleta e depois o usuário corre para o local abandonado. Os funcionários do restaurante dizem que ali costuma acontecer rodeios em alguns fins de semana. Nos outros dias, ele fica totalmente escuro e só as luzes da droga acesa aparecem.


 Fonte : O Estado de S. Paulo.
- Renato Machado -

5 de jan. de 2012

Prostituição Infantil: uma violência contra a criança

A prostituição infantil trata-se da exploração sexual de uma criança a qual, por vários motivos, torna-se fragilizada. Segundo a
UNICEF, cerca de 250 mil crianças estão prostituídas no Brasil.

                                                                                                                     
 prostituição infantil trata-se da exploração sexual de uma criança a qual, por vários motivos, torna-se fragilizada Um dos temas mais constrangedores ao Brasil, não apenas à própria sociedade brasileira, como no âmbito internacional, é a existência da chamada prostituição infantil. A despeito de todos os esforços do Estado no enfrentamento deste problema, há a permanência de uma realidade hostil para muitas crianças –principalmente meninas – nas regiões mais pobres do país: segundo a UNICEF, em dados de 2010, cerca de 250 mil crianças estão prostituídas no Brasil. De forma geral, a prostituição infantil trata-se da exploração sexual de uma criança a qual, por vários fatores, como situação de pobreza ou falta de assistência social e psicológica, torna-se fragilizada. Dessa forma, tornam-se vítimas do aliciamento por adultos que abusam de menores, os quais ora buscam o sexo fácil e barato, ora tentam lucrar corrompendo os menores e conduzindo-os ao mercado da prostituição. Os aspectos facilitadores desta condição na qual se vê destruída a infância desconsideram os direitos e a necessidade de proteção da criança. Para além das possíveis vulnerabilidades decorrentes da situação socioeconômica - se não a principal causa, certamente uma das mais importantes – estão outros aspectos como o próprio gênero da criança, fato que explicaria uma maior vulnerabilidade das meninas, tão expostas à violência contra a mulher até mesmo no ambiente familiar. Isso sugere que são aspectos importantes para a compreensão da violência contra a criança e outros para além daqueles ligados apenas às questões de pobreza. A questão de gênero estaria intrínseca a um modelo sociocultural que, por vezes, como no caso brasileiro, pode reproduzir uma naturalização da discriminação contra a mulher (fruto de valores machistas), vista como objeto destituído de valor, de consciência e liberdade. Assim, não se deve associar a prostituição infantil apenas à condição de pobreza da criança, mas sim considerar as particularidades de sua manifestação. Também para além da pobreza, o desenvolvimento de vícios por drogas conduzem essas crianças a uma situação deplorável e de extrema necessidade de cuidados especiais. Para atenderem às imposições da dependência química que as dominam, vendem seus corpos para conseguirem algum dinheiro para a compra de drogas (ou mesmo aceitam fazer programas tendo como pagamento a própria droga). Outro complicador desta questão é o chamado turismo sexual, o qual consiste na chegada de vários estrangeiros a regiões como o Nordeste brasileiro em busca de sexo. Meninas pobres, moradoras das regiões periféricas e precárias ao redor dos grandes centros ocupam as principais ruas e avenidas para se oferecerem como mercadoria barata neste mercado do sexo que se estabelece em endereços turísticos por todo o Brasil, principalmente nas praias nordestinas. Se por um lado a prostituição ainda faz parte da realidade brasileira, é importante destacar alguns avanços nesta luta. No Brasil, em 2000, institui-se o Plano Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual Infanto-Juvenil, assim como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-Juvenil, comemorado em 18 de maio, dia em que uma menina de 8 anos foi abusada e morta em 1973 no Estado do Espírito Santo causando indignação nacional. Segundo o Governo Federal, este Plano Nacional de Enfrentamento está dividido em seis eixos estratégicos, sendo eles: Análise da Situação, Mobilização e Articulação, Defesa e Responsabilização, Atendimento, Prevenção e Protagonismo Infanto-Juvenil. A coordenação deste Plano fica a cargo do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), assim como dos Conselhos de Direitos Estaduais e Municipais de cada região. Além destas instituições, outras esferas de acompanhamento e controle foram criadas, além de Varas Criminais especializadas em crimes contra crianças e adolescentes. Ainda segundo o governo federal, em 2008 foram reunidas mais de 3.500 pessoas de várias nacionalidades no III Congresso de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, no Rio de Janeiro, fato que marca uma sensibilidade internacional com esta realidade que afronta os Direitos Humanos. Segundo o site da UNICEF - Fundo das Nações Unidas para a Infância, este órgão adotou em meados de 2000 o Protocolo Facultativo para a Convenção sobre os Direitos da Criança, que trata da venda de crianças, prostituição e pornografia infantis. Vários países aderiram, a exemplo do governo brasileiro que promulgou tal protocolo em 2004. Este documento não apenas evidencia uma preocupação internacional, mas sinaliza a tentativa da criação de mecanismos para esforço mútuo contra essas terríveis formas de violência e exploração contra a criança. Ao longo do texto que introduz os pontos deste protocolo, a UNICEF aponta haver a concordância entre os países de que “a eliminação da venda de crianças, prostituição e pornografia infantis será facilitada pela adoção de uma abordagem global que leve em conta os fatores que contribuem para a existência de tais fenômenos, particularmente o subdesenvolvimento, a pobreza, as desigualdades econômicas, a iniquidade da estrutura socioeconômica, a disfunção familiar, a falta de educação, o êxodo rural...” (UNICEF, 2011, s/p). Isso mostra que o posicionamento mais efetivo do Estado com relação a este problema não apenas se faz urgente, como também possui de fato certa complexidade. Não se trataria apenas de coibir a ação de aliciadores ou de uma clientela em potencial deste tipo de prostituição, mas fundamentalmente pensar o cuidado com o menor e o adolescente nas mais diversas esferas: da saúde, passando pela educação, bem como na criação de oportunidades claras de inclusão social. Requer a necessidade de apoio e orientação psicológica às crianças nesta condição, seja para aquelas que realmente estão em condição de rua, seja para aquelas que a despeito de terem família estão em um ambiente impróprio para sua infância e formação enquanto indivíduo (haja vista a exploração promovida em muitos casos pelos próprios pais). Em suma, cabe ao Estado zelar pelo bem-estar da criança e do adolescente, em especial por aqueles em maior situação de vulnerabilidade social. Porém, tal vulnerabilidade seria promovida não apenas pelo desprovimento de recursos, mas também pela naturalização cultural da discriminação, como no caso das meninas vistas como meros objetos. Logo, é preciso refletir não apenas sobre o papel do Estado, mas sobre o da própria sociedade, sobre seus valores e sua capacidade de percepção sobre a real natureza da lógica da violência contra a criança.
Paulo Silvino Ribeiro
Colaborador Brasil Escola
Bacharel em Ciências Sociais pela UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas
Mestre em Sociologia pela UNESP - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"
Doutorando em Sociologia pela UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas
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Estou tendo um relacionamento com uma garota de programa há uns 2 meses. Ela é linda, tem um corpo maravilhoso e é muito inteligente. Estou curtindo demais essa relação, e ela também (segundo ela) e na cama é uma maravilha para ambos. Mas de uns tempos para cá, ela veio com um papo de que queria algo mais sério, um namoro. Agora a pergunta, é possível isso ou continuo levando como está? Tem algum conselho?”- Alex

Caro Alex, o relacionamento com uma puta pressupõe uma situação confortável para o homem. Você decide até onde vai se abrir, qual lado de sua personalidade vai expor e como vai conduzir todo o processo, alheio a possíveis julgamentos.

O aviso é claro
Para a puta, temos o inverso, um desconforto latente. Pela falta de cumplicidade, de carinho, de confiança. A única conexão que ela alcança é o seu ... dentro dela, na grande maioria dos casos. A profissão exige um jogo de cintura absurdo e desenvolve nelas a habilidade de lidar e conduzir os homens da maneira mais prazerosa para os mesmos. Do seu lado, após levar esse relacionamento por 2 meses, novos sentimentos se misturam. O homem não é um ser movido unicamente a sexo, esporradas e cerveja, como alguns estereótipos levam a entender. Além do que, o seu ego está sendo lustrado ao receber esse convite de namoro. A quantidade de parceiros com que ela transa durante o mês é superior ao número de vezes que você vai ao banheiro. Isso é um elogio e tanto, afinal, alguma coisa você deve estar fazendo bem pra ser “o”escolhido. Ou não? Prostitutas são mulheres carentes, com inseguranças profundas e um estilo de vida masoquista. Vivem da própria exposição para conseguir dinheiro. Isso machuca, o pedágio cobrado é caro e cumulativo. Ela pode ser “mercadoria estragada”. É um tipo de mulher que não muda. Pode até ter um bom coração, beleza interior, bla bla bla, mas já fez tanta besteira com si mesma e com os outros que não dá mais conta de voltar pros eixos. Na tentativa de amenizar a pressão, se envolvem com drogas – cocaína, heroína, etc. -,sempre presentes e de fácil acesso, seja vinda da mão de clientes ou do círculo social onde elas estão inseridas. Risco de DSTs? Imagina. Se envolver com ela significa ignorar todos os avisos de perigo em uma praia infestada de tubarões e mesmo assim ir nadar, porque o mar está lindo e a água quentinha. Ah, Dr. Love, ela é diferente, ela é tão…Homem que se deixa levar por uma carinha de anjo come...no café da manhã. Diferente o caralho. Ela dá para viver. Ela escolheu isso. O fato de ser uma garota articulada só demonstra o quão ciente ela é das consequências desse caminho. Acorda pra vida, seu teletubbies superdesenvolvido. Imagine diálogos com casais amigos na mesa de bar:

- Rodrigo, essa é minha nova namorada, a Piriguete da Noite.
- Oi, Piriguete, prazer! Você trabalha com o quê?
- Sou puta.(…) silêncio na mesa (…)

O relacionamento entre vocês seria no mínimo injusto. Ela, com tudo a ganhar, necessidade e carências supridas. E você, tolhido e confuso num namoro onde todo o peso fica nas suas costas. Melhor dizendo, na sua cabeça. Sendo um pouco mais específico, na sua testa. Quer comer, vai comendo. Quer mais, procure outra. Ou se torne você também um garoto de programa. Aí vão estar em pé de igualdade.

Dr. Love, consultor amoroso e cachorrão nas horas vagas

TURISMO SEXUAL NAS PRAIAS BRASILEIRAS É ALVO DE DOCUMENTÁRIO.

                                                                                             
Todo ano, milhares de brasileiras cruzam o oceano atlântico em busca de um sonho: arrumar um marido europeu e abandonar de vez a vida que levam em várias cidades brasileiras. Muitas, no entanto, veem que viver em países como Portugal, Espanha, Itália e Alemanha não é tão fácil assim. Com isso, tornam-se prostitutas e bailarinas de casas noturnas. Casos como esses estão registrados no documentário Cinderelas, lobos e um príncipe encantado, do diretor Joel Zito Araújo (A negação do Brasil e Filhas do vento), uma das estreias da semana.

As imagens do longa-metragem se dividem entre Brasil, Itália e Alemanha. Na fita, há depoimentos de brasileiras que fizeram esse trajeto e perceberam que a realidade era bem diferente do que imaginavam. A prostituição em cidades nordestinas também está presente no filme. Há, porém, alegria em Cinderelas, lobos e um príncipe encantado. Entrevistas com mulheres que se deram bem e arrumaram o tão sonhado “príncipe encantado” na Europa. O foco, entretanto, é mostrar a disparidade existente entre esses dois mundos — o das cinderelas e o dos lobos — sem fazer julgamento dos personagens retratados.

Além do turismo sexual, temas como racismo, imigração e pedofilia permeiam boa parte da obra de Joel. Porém, o sonho dessas meninas em encontrar um “príncipe” é o que ilustra boa parte do longa — exibido no Festival do Rio e premiado com menção honrosa no Festival Internacional de Cinema de Brasília, ambos em 2008.



Disparidades entre dois mundos são o foco de novo documentário brasileiro.
- Ronaldo Mendes -
Robson Oliveira/Divulgação.

4 de jan. de 2012

Turismo sexual estimula prostituição infantil no Brasil


 
                                                                                                                                                                                        
Programa de BBC foi ao Recife mostrar realidade de meninas que trabalham nas ruas


Um programa da BBC mostrou que crianças jovens estão suprindo uma crescente demanda de turistas estrangeiros que viajam ao Brasil atrás de sexo e acompanhou as tentativas de controlar o problema.
O programa Our World: Brazil's Child Prostitutes ("Nosso Mundo: As Crianças Prostitutas do Brasil", em tradução livre), vai ao ar no canal de TV internacional de notícias da BBC, BBC World, neste fim de semana.
A cada semana, operadores de turismo despejam nas cidades brasileiras milhares de homens europeus que chegam em voos fretados especialmente ao Nordeste em busca de sexo barato, incentivando assim a prostituição.
O problema, que foi constatado pela BBC em Recife, já estaria levando o Brasil a alcançar a Tailândia como o principal destino mundial do turismo sexual.
De acordo com o repórter Chris Rogers, responsável pela reportagem, apesar das garantias de uma ação policial, nas ruas da capital pernambucana parece haver poucos indícios de que a prostituição infantil está desaparecendo.

Corpo frágil
Uma menina vestida com um pequeno biquíni expõe seu corpo frágil. Ela não parece ter mais do que 13 anos, mas é uma das dezenas de garotas andando pelas ruas à procura de clientes debaixo do sol da tarde.
A maioria vem das favelas da região. Ao parar o carro, a reportagem da BBC é recebida com uma dança provocante da menina, para chamar a atenção.

                                                                                           
"Oi, meu nome é C. Você quer fazer um programa?", ela pergunta. C. pede menos de R$ 10 por seus serviços. Uma mulher mais velha chega perto e se apresenta como mãe da menina.
"Você pode escolher outras duas meninas, da mesma idade da minha filha, pelo mesmo preço", ela diz. "Eu posso levar você a um motel local onde um quarto pode ser alugado por hora."
Quando a noite cai, em uma área com bares e bordéis da cidade, o playground sexual de Recife ganha vida.
Prostitutas se divertem com turistas, dançando e procurando por clientes em potencial. Muitas delas parecem muito menos do que 18 anos de idade.
Motoristas de táxi trabalham com as garotas que são jovens demais para entrar nos bares. Um deles me oferece duas pelo preço de uma e uma carona para um motel local.
"Elas são menores de idade, então são muito mais baratas que as mais velhas", explica ele ao me apresentar S. e M.
Nenhuma delas faz nenhum esforço para esconder sua idade. Uma delas leva consigo uma bolsa da Barbie, e as duas se dão as mãos com um olhar que parece aterrorizado diante da perspectiva de um potencial cliente.

Crack
A zona da prostituição no Recife está cheia de carros circulando em baixa velocidade ao lado dos grupos de garotas exibindo seus corpos.
Uma delas, P., está vestida com um top cor-de-rosa e uma minissaia. A menina de 13 anos concorda em falar comigo sobre sua vida como prostituta. Ela conta que trabalha na mesma esquina todas as noites até o amanhecer para financiar o vício dela e da mãe em crack.
"Normalmente eu tenho mais de dez clientes por noite", ela se vangloria. "Eles pagam R$ 10 cada - o suficiente para uma pedra de crack", diz.
Por segurança, P. trabalha com um grupo de meninas mais velhas que atuam como cafetinas, tomando conta do dinheiro e cuidando das mais novas.

                                                                                           
"Há muitas meninas trabalhando por aqui. Eu não sou a mais nova. Minha irmã tem 12 anos e tem uma menina de 11", conta.
Mas P. está preocupada com sua irmã. "Eu não vejo a B. há dois dias, desde que ela saiu com um estrangeiro", diz.
P. diz ter começado a trabalhar como prostituta com sete anos. A Unicef estima que há 250 mil crianças prostituídas como ela no Brasil.
"Estou fazendo isso há tanto tempo que nem penso mais nos perigos", ela afirma. "Os estrangeiros vivem aparecendo por aqui. Eu já saí com um monte deles", conta.
Apenas algumas quadras dali a calçada está tomada por travestis procurando clientes. Entre eles está R., de 14 anos, e I., de 12.
Os primos parecem convincentes como meninas com seus saltos altos, minissaias, blusas e maquiagem pesada.
"Precisamos ganhar dinheiro para comprar comida para nossas famílias", explica R. ajeitando seu longo cabelo.
"Nossos pais não se preocupam muito com a gente. Dizemos a eles quando estamos saindo e quando chegamos. E então damos a eles o dinheiro para comprar comida. Eles sabem como conseguimos o dinheiro, mas nós não discutimos isso", diz.

Fortaleza
Antes, a maioria dos turistas sexuais costumava ir a Fortaleza. Mas não mais - no último ano, a capital do Estado do Ceará vem mandando uma clara mensagem aos turistas sexuais de que eles não são bem-vindos.
Todas as semanas, dezenas de carros com policiais federais armados com metralhadoras AK-47 patrulham as ruas das zonas de prostituição, vasculhando os motéis e bordéis, prendendo clientes e cafetões e levando meninas menores de idade para abrigos.
Eline Marques, coordenadora da Secretaria Especial de Prevenção ao Tráfico de Seres Humanos, afirma que as blitze estão tendo um resultado.
"Já fechamos muitos estabelecimentos em Fortaleza. Ruas inteiras estão agora livres da prostituição. Meu objetivo é intensificar essas ações antes da Copa do Mundo, tendo com alvo o próprio turismo que fomenta a prostituição infantil", diz ela.
Outros Estados indicaram que estão acompanhando a campanha de Marques e que, se ela tiver sucesso, poderão seguir ações semelhantes.
Mas, para cada estabelecimento sexual que é fechado, para cada turista sexual preso, há também vítimas. Muitas são levadas para abrigos de instituições de caridade.

Recuperação
O Centro de Recuperação Rosa de Saron, perto do Recife, está operando com sua capacidade máxima, porque as meninas não podem ser devolvidas para casa, por causa da pobreza que as levou à prostituição. Elas chegam lá vindas de todo o Brasil.
M., de 12 anos, quer viver com a mãe, mas não pode porque seu cafetão, que a forçou a trabalhar nas ruas e em bordéis, ameaçou matá-la se ela tentasse escapar.

Ela diz que ainda teme por sua vida.
"Não tive opção a não ser fazer o que ele mandava. Eu senti que estava perdendo minha infância, porque eu tinha só 9 anos de idade", diz ela. "Eu tinha medo. Às vezes eu voltava sem dinheiro e ele me batia", conta.
Jane Sueli Silva, que fundou o centro, diz que a maioria das garotas tem entre 12 e 14 anos quando chegam. Algumas delas chegam grávidas.
"Muitas delas chegam aqui com problemas sérios, como câncer de colo de útero", diz. "Como o câncer normalmente está só no estágio inicial, podemos ajudá-las, e graças a Deus que a cura é normalmente bem-sucedida."
Uma outra ONG, a britânica Happy Child International, planeja construir mais centros para abrigar o crescente número de crianças prostituídas.

Mas crianças como P. ainda estão desamparadas.
Sua casa é um pequeno barraco que ela divide com sua mãe, dois irmãos e a irmã B., de 12 anos. Dentro, apenas dois sofás que são usados como camas e um balde plástico usado para lavar roupas e pratos.
Quando perguntada sobre se a prostituição das filhas a magoava, a mãe delas pareceu mais preocupada com dinheiro. "Se elas conseguem dinheiro, não trazem para cara. Não, elas não trazem dinheiro nenhum para casa", disse.
P., por sua vez, diz que espera um dia sair da prostituição.
"Todo dia eu peço a Deus que me tire dessa vida. Às vezes eu paro, mas depois volto para as ruas para procurar homens. A droga faz mal, a droga é minha fraqueza, e os clientes estão sempre a fim de pagar."

                                                                                         

fonte: g1.globo.com
Garotos de programa, ou michês admitem que ganham menos que as garotas.


Ele estuda engenharia, seus pais têm formação superior, moram no interior do Estado e lhe enviam mensalmente 2 mil reais para as despesas com moradia, alimentação e mensalidade da faculdade privada. Mas, há três meses, com o nome de guerra de Lucas Boy, o rapaz de 21 anos decidiu tornar-se garoto de programa. Tem até um site na internet e garante ganhar R$4 mil mensais praticando sexo, principalmente, com homens casados.
Já Victor, 23 anos, pode-se dizer que é um garoto de programa veterano. Ele está no ramo há quatro anos e vende-se como "um homem malhado, bem dotado, bonito e discreto". Com ensino médio, deixou um emprego formal onde ganhava R$900,00 mensais.

Filho único de pais "tradicionais", com formação superior, bissexual como Lucas, Victor diz que transa principalmente com homens mais velhos, casados, de bom padrão financeiro. "Gente que não tem coragem de se assumir", comenta, numa referência aos parceiros. Mas também têm mulheres como clientes. Diariamente, Lucas e Victor vão à academia de ginástica modelar seus corpos. Se o programa é feito em seu próprio apartamento, Victor cobra R$80,00 a hora até as 23 horas. Mas se o encontroaconteceu num motel, o preço da saída sobe para R$120,00. Victor planeja aposentar-se aos 35 anos, mas quer deixar de fazer programas em dois. Organizado, diz que paga um salário mínimo por mês à previdência privada.

Lucas, que deixou um emprego público onde ganhava R$1,2 mil por mês, diz que se prostitui para ter um padrão de vida melhor. Mas a decisão foi motivada por uma dívida de R$10 mil. "Eu me enrolei com cheque especial e com cartão de crédito e deixei de pagar a faculdade", diz ele, que cobra R$200,00 por hora. "Estudo Inglês e agora poupo para abrir um negócio próprio", frisa.O perfil das clientes é amplo. A maioria é casada e prefere um amante pago pela garantia de sigilo na pulada de cerca. “Elas sabem que, se a gente encontrá-las, vai fingir que não viu”,explica Mike Alves, 32 anos, personal trainer, dançarino e garoto de programa.


 Fonte e imagem : A Gazeta
(trecho da reportagem "Profissão: prostituta")

3 de jan. de 2012

             Papo cabeça com profissionais do Recife



                                                                                         
Juntas elas somam 76 anos de prostituição. Vânia já fez 50 e tem 30 na vida; Luciane, 29 e 15 de batalha; Nanci está com 43 e acumula 24 anos de experiência, e Amábile, aos 28 anos, é a caçula na profissão – está nela desde os 21. O papo com essas profissionais do sexo (como preferem ser chamadas) não poderia ter ocorrido em lugar mais apropriado: Recife Antigo. Ou "o Bairro" – como os pernambucanos o chamam orgulhosamente –, entre as águas escuras do rio Capibaribe e o verde do mar. Com a restauração e a revitalização, Recife Antigo se tornou o lugar mais charmoso da cidade, onde ocorre o agito da noite e a mistura de tribos e turistas. Antiga zona de prostituição, o Bairro já abrigou puteiros famosos. Mas nem tudo é festa no Recife. Alguns donos de bares expulsam as mulheres das proximidades e a polícia sempre dá razão ao cliente, mesmo ao caloteiro. Por isso, elas decidiram fundar uma associação e defender seus direitos, com o apoio da ONG Cais do Parto.

BEIJO – Como é ser puta em Recife?

VÂNIA – Tem muita repressão. Na rua alguns bares fecham as portas quando estamos em frente, nas calçadas. Os donos e os seguranças expulsam a gente, quando somos nós que atraímos os turistas.

BEIJO – Quanto custa um programa?

NANCI – O preço do programa varia de 20 a 30 reais. Mas em época de movimento fraco cai para 10. Tem gente que faz por 5.

AMÁBILE – Quando saio com estrangeiro cobro 50 dólares, fora a cabine, que custa uns 10 dólares.

LUCIANE – Eu trabalho em Olinda numa casa noturna. Lá o programa fica entre 25 e 40, quando é cliente novo.

BEIJO – No carnaval, como é o movimento?

LUCIANE – É muito pior. Tem uns que querem transar sem pagar.

BEIJO – São turistas?

NANCI – Nada. É gente daqui mesmo... fica tudo bêbado querendo trepar de graça. E as praças são fechadas semanas antes do período carnavalesco.

BEIJO – Vocês estão pretendendo criar uma associação. Em que ela poderá contribuir para a vida de vocês?

LUCIANE – Lutar pelos direitos e se reunir para que não acabe.

NANCI – Mais força para lutar, juntar mais força das colegas.

AMÁBILE – Organizar as garotas de programa, resolver problemas, dar apoio.

BEIJO – Vocês estão gostando de se unir para criar a associação?

LUCIANE – Estou gostando, pois existe ensinamento de como conviver com as colegas e as pessoas.

AMÁBILE – Estou gostando. Existe comunicação e fico muito à vontade

NANCI – Estamos escrevendo o estatuto, que é uma forma de legalizar a associação das profissionais do sexo, estar dentro das leis, ser respeitada.

BEIJO – Já enfrentaram alguma situação de perigo?

AMÁBILE – Um homem me prendeu durante uma hora num apartamento e tampou todos os buracos e janelas. Só consegui fugir quando pedi para fazer xixi. Isso foi quando eu trabalhava em Maceió.

VÂNIA – Passei por um perigo há uns nove meses. O cliente estava muito bêbado e dirigindo.

BEIJO – Gostam da profissão?

LUCIANA – Sim

NANCI – Sim. Fiz muitas amizades e tenho clientes ótimos.

AMÁBILE – Não. Só por sobrevivência.

BEIJO – O que vocês não gostam numa transa?

AMÁBILE – Homem agressivo que não sabe ter relação. E os que têm fantasias de apanhar, fazer xixi, fazer cocô, pedir para ser chamado de verme, e usam revólver.

VÂNIA – Não deixo o cliente me dar pancada. Não gosto de homem que machuca.

BEIJO – Já sentiram prazer com cliente?

NANCI – Já, mas tem de ser carinhoso. Só gozo com carinho.

LUCIANE – Com homem carinhoso.

BEIJO – O que faz vocês gozarem?

AMÁBILE – Quando sou chupada e ao mesmo tempo me faz carinho nos seios. Pode ser homem ou mulher, sendo carinhoso.

VÂNIA – Quando o cliente faz bastante carinho. Quando pega no meu clitóris e nos meus seios. Tanto faz ser homem ou mulher, gozo do mesmo jeito.

LUCIANE – Relação completa, com sexo oral e sem pressa.

NANCI – Também acho. Adoro tapa no meio da bundinha. Outra coisa: só gosto de transar gritando ou falando. Uma vez um homem disse que eu estava gritando de prazer pensando na grana que ia ganhar dele.

BEIJO – Qual o tamanho do pênis ideal?

AMÁBILE – Médio.

NANCI – Não importa o tamanho. Estando duro!

VÂNIA – Importa. Não gosto de pênis grande.

LUCIANE – Tanto faz. Mas o médio é melhor.

BEIJO – O que acham do cliente que fica pechinchando? LUCIANE – Já deixei de fazer programa por causa disso.

NANCI – Acaba todo o tesão. Fico logo sem rebolado.

BEIJO – E quando ele se torna um chato?

VÂNIA – O cliente fica chato quando quer mandar muito na transa. Ele não transa! Quer fazer ginástica! Fica mandando a gente virar pra lá e pra cá, abrir a perna assim, ficar de quatro e dando ordens. Aí eu perco o tesão. Já desci e deixei cliente por isso.

AMÁBILE – Aquele que além de pechinchar fica perguntando o que vai rolar.

BEIJO – Com que idade treparam pela primeira vez?

AMÁBILE – 18 anos.

NANCI – Na boléia do caminhão. Levei minha primeira chupada com 16 anos.

LUCIANE – Tinha 12 anos e foi na época de carnaval. Daí tive uma filha que hoje está com 16 anos.

VÂNIA – Já estava velhinha! Foi aos 17 anos, na praia.

BEIJO – Qual o melhor cliente?

LUCIANE – O melhor cliente é o coroa que não tem pau mole, não demora muito a subir e é bom pagador. (Todas concordam.)

BEIJO – Você, Nanci, sempre trabalhou nas ruas?

NANCI - Quando eu era mais nova fui stripper em boates. Já ganhei muito dinheiro – com a profissão criei dois filhos.

BEIJO – O que vocês não fazem na transa?

NANCI – Faço de tudo... dependendo do homem. (Todas concordam.)

BEIJO – E a prevenção?

TODAS – Sempre de camisinha!

>> AS REINVIDICAÇÕES

Respeito e segurança Levamos xexo (calote). Não há garantia de recebimento do dinheiro. Quando o cliente não quer pagar, a gente chama a polícia e os policiais dão razão a ele.

Saúde Melhores pensões. As que utilizamos são sujas. Lençóis e toalhas só são trocados depois de usados várias vezes, o chão é cheio de fezes e urina, muitos banheiros não têm água corrente. Vivemos com problemas de pele pois não existem condições de higiene.

Sanitários públicos Banheiros públicos perto das áreas de prostituição porque não podemos subir nas pensões quando não estamos com cliente.

>> A SOLUÇÃO

Nós, mulheres profissionais do sexo, devemos nos unir para formar um sindicato de trabalhadoras do sexo do Recife. Para isso precisamos da cooperação de todas que trabalham neste ramo. E digo trabalho porque tudo que se faz por dinheiro é um trabalho. Muita gente não considera como tal e por isso nos discrimina. Então, mulheres, vamos à luta pelos nossos direitos! Direito de ter uma associação ou sindicato, até porque também pagamos nossos impostos, então também merecemos respeito. Coisa que muita gente não tem por nossa pessoa. Vamos à luta, mulheres, e chega de discriminação! MARGARETH, prostituta do Recife

Fonte: Sidney Motta.

2 de jan. de 2012

Caro Dr.Love,


Esta mulher é fora-de-controle ou a culpa é minha?
Ela é bonita, ruiva, sempre gostou de ser amiga esfuziante de muito homens, vida de solteira muito libertina, casada comigo, 2 filhos.
Às vezes sentia que ela se expandia muito – com olhares para outros homens, inclusive amigos meus. Isso era considerado ‘apenas’ uma forma espontânea de se relacionar, embora esses homens buscassem aproximações.
Quando foi fazer pós-graduação, conversou com dezenas de colegas. Até aí, tudo bem. O problema é um deles, com quem ela de alguma maneira se apegou mais – jura que não teve nada = andou com ele pra cima e pra baixo, inclusive fazendo críticas a meu respeito.
Disse que o culpado foi eu mesmo, devido a algumas circunstâncias que eu havia criado (saídas que tive com algumas meninas, durante os primeiros anos de nosso relacionamento, em retaliação ao fato dela ter se encontrado com um ex, sozinha, à noite, em seu apartamento para acertarem arestas, nas primeiras semanas em que começamos a sair).
É claro que quando fiquei sabendo virei a mesa, me separei por uns meses e, desde o início de 2010 voltamos a morar juntos.
Ela esclareceu sua mancada com o colega, pediu desculpas a mim, deixou de lado a seqüência do curso e prometeu mudar de atitude. Mudou um pouco seu comportamento. Mas não consigo confiar mais nela e a vida tem sido um martírio.
O que devo esperar dela? Qual o limite de relacionamento que uma mulher comprometida deve ter para com outros homens? Até onde tudo isso é piração ou conservadorismo meu? Já me impus de muitas formas, mas ela sempre acaba dando um ou outro vacilo…
Estou, realmente muito aborrecido! É mesmo verdadeiro o mito de que mulher, uma vez libertina, dificilmente dá em uma boa esposa?
 A little help, please!!

Grato, Paul.”
DORES DO CORPO


 
A vida parece fácil. Carros, joias, roupas, apartamentos e parceiros à vontade. Isso tem um preço. E caro. Dignidade abalada, depressão, vícios e medo de que o segredo seja descoberto. Assim é a vida de garotas e garotos de programa em São Paulo.

Elas mais que eles, têm que ter fôlego – e estômago – para encarar até dez programas diários. O saldo no fim do mês chega a mais de R$ 10 mil na conta bancária. O vazio da alma, no entanto, existe. E é depositado em compras, exercícios físicos, tratamentos estéticos e pensamentos de um futuro melhor.

As dores, na maioria das vezes, não se refletem nos corpos talhados e esculpidos, mas na mente. “Difícil aguentar tudo isso. Uma escolha que tem data para acabar”.

Para o carioca Márcio, 23, esse mundo é maligno. Ele se prostitui há dois meses na região do Parque Trianon, na Avenida Paulista e conseguiu um salário de R$ 14 mil nos últimos 60 dias. O local é um dos mais tradicionais da Capital, frequentado por garotos de programas e gays. “É insuportável estar aqui, mas qual é a minha outra opção para ganhar essa grana? Não dá para ficar careta. Esse lugar é um lixo. O clima é pesado, não sei o dia de amanhã.”


GAROTOS SE EXIBEM NAS RUAS E SOFREM COM VÍCIOSO ambiente é sombrio nas proximidades do Parque Trianon, na região da Avenida Paulista. As ruas escuras, devido às grandes árvores e muros de instituições tradicionais de ensino, dão o clima. A cada esquina é possível observar garotos, na faixa dos 20 anos, exibindo músculos e algo mais para clientes de carros novos ou importados atrás de diversão e companhia. Diferentemente das mulheres, os profissionais do sexo gastam o dinheiro para morar bem, comprar roupas de marca e bancar vícios, como maconha, êxtase e cocaína.

Marcio, 23 anos, nasceu no Rio de Janeiro, mais especificamente no bairro do Meyer, na Zona Norte, começou a se prostituir aos 17 no centro do Rio. Passou um ano por lá e, ao saber que em São Paulo o dinheiro era mais fácil e rápido, mudou-se para um apart-hotel e ficou por dois anos. Até se apaixonar por uma amiga, com quem casou e teve uma filha. “Fui morar em Campinas e trabalhei em um lava-rápido, ganhava R$ 12 por dia. Não teve jeito, faltou grana e acabou o amor”, conta desolado. O fim da união resultou em mais consumo do pó e a única forma para ganhar dinheiro foi o retorno às ruas dos Jardins. “Não adianta, isso aqui é uma droga. Aparece de tudo e alguns nos tratam como lixo, por isso quando dá para roubar eu levo mesmo, seja computador, celular ou droga.”

O gaúcho Leonardo, 35, é um dos mais velhos nas ruas. “Aqui precisa ter a cabeça no lugar, caso contrário fica louco”, fala de bate-pronto. Morando sozinho na Capital há dez anos, trabalhou como aeroviário no aeroporto de Guarulhos. Antes disso serviu por seis anos no Exército Brasileiro. Seu ponto de encontro é conhecido. Com domínio do inglês e educado, diz atender muitos estrangeiros, jogadores de futebol, autores de novela e algumas mulheres. “Faço porque me dá uma grana boa, não vou morar na periferia de jeito algum, mas me escondo da minha família”, fala. As maiores dificuldades são as fantasias e as mentiras criadas. “Todos pensam que quem faz isso (prostituição) é gay. Sou bem resolvido, mas não quero ficar provando para ninguém", argumenta o gaúcho, que se diz parecido com o ator norte-americano Vin Diesel.

No tempo em que a equipe de reportagem permaneceu no lugar, observou algumas mulheres conversando com os garotos. “Aqui vem de tudo e a maioria quer apenas uma companhia, não existe essa coisa de ficar transando toda hora”, explica Marcio.

Para Gustavo, 24, ator profissional formado em Londres, na Inglaterra, a profissão é escondida a sete chaves até dos amigos de profissão. “Fiz muito disso em Londres, por três anos direto. O meu pai parou de mandar mesada e vi que era o caminho mais sossegado para me manter.” Gay assumido, fatura em média R$ 4.000 por mês. O jovem procura ajuda de psicólogo para se sentir melhor. “Tenho muitos conflitos internos. Quero ser ator, mas as portas não se abrem. Sinto saudade da família, mas não posso aparecer e contar o que faço porque meu pai morreria de desgosto.”


“Não adianta, isso aqui é uma droga. 
Aparece de tudo e alguns nos tratam como lixo,
por isso quando dá para roubar eu levo mesmo, 
seja computador, celular ou droga.” 


                                                                                             
Foto: Divulgação
Raquel de Medeiros e Willian Novaes

Marcos "nome de guerra", 19 anos, não gosta de ser chamado de garoto de programa, ele aceita, mas prefere encarar como um “bico”. 

O rapaz paulista diz que já saiu com milionários e famosos em uma sauna de São Paulo e que se mudo para Curitiba por causa da namorada. Ele vacila ao falar dela, primeiro diz que veio para o Paraná atrás da garota, depois diz que estão juntos há um mês. Ela estaria grávida e ele pretende fazer da véspera de Natal sua última noite como “boy”.

Encontramos Marcos no Club 773, de Curitiba, na festa de natal do local, que estava lotada de garotos de programas, clientes e amigos do dono por causa da noite especial.

Com 1,80m, olhos castanhos e tipo de modelo, o garoto tem descendência japonesa e alemã. Ele diz que não transa com “velhos” e que sua clientela fiel garante para ele 500 reais por noite se for entre quinta e sábado. Mas ele conta que vai trabalhar pouco. Além de um serviço fixo em uma loja de roupas, Marcos precisa arrumar desculpas para a namorada, que não sabe de sua vida dupla.

Ele faz o tipo misterioso e reservado. Fala baixo, sorri pouco e não gosta muito de entrar em detalhes. Conta que gosta de mulher e se considera heterossexual, mas que é bi quando transa com homens. Na cama, diz que não faz sexo oral, que usa sempre preservativo e que não deixa tocarem em sua bunda. “Seja homem ou mulher, se tocar lá atrás leva porrada”, explica. O programa custa R$70. E “Eu não beijo”, mentira “Beijo sim”, “depende”, revela. Ele diz que já ofereceram um valor que se aproximava ao de um carro zero popular para que ele fizesse o papel de passivo. Ao ser perguntado se alguma vez já tentou, ele diz que percebeu penetrando outras pessoas que é algo doloroso e reafirma que “é homem” mas vacila de novo e diz que se fosse por amor talvez perdesse a virgindade, não por dinheiro.

Tipo não muito raro, Marcos foi levado à prostituição por amigos. Ele parece ter um pouco de consciência ao falar de prevenção – ele diz que não abre mão do preservativo até quando fazem sexo oral nele – e sobre a vida. Ele diz guardar tudo o que ganha e que pretende fazer uma faculdade. O rapaz está concluindo o ensino médio e sonha em ser arquiteto ou médico – “vou escolher a que pagar melhor”. Quando morava em São Paulo, tentou jogar futebol, levado para um clube por um cliente que conheceu em uma sauna. Pergunto quando que ele começou a sair com homens e ele diz que foi este ano ainda, o que faz suspeitar que Marcos não foi sincero na resposta pois disse que chegou em Curitiba no início do ano. Mas ele diz que a primeira vez que foi com um homem para a cama foi por curiosidade, mas que recebeu dinheiro por isso.

Com corpo moreno não musculoso mas definido, dentes brancos e olhar carente de menino, o garoto trabalhou pouco durante a festa por causa da grande fila para o uso dos “reservados”. Ele interrompeu a entrevista para atender um cliente e depois de meia hora disse que ficaram apenas conversando. Pelo jeito, essa não foi a única entrevista que o rapaz deu na noite.

fonte: www.revistaladoa.com.br

1 de jan. de 2012

                      Depoimentos sobre a satisfação, 
                           com garotos de programa.


                                     Fiquem Esperto !


                                                      
O DANIEL FAZ O QUE QUER DA VIDA DELE.
CLARO QUE ELE PODE SER GP E ATENDER SOMENTE MULHERES.
CALMA HOMENS.
CADA UM SABE DE SI, E A MULHER DE HOJE EM DIA SABE BEM O QUE QUER.
SÃO MAIS INTELIGENTES, ATIVAS E SENSÍVEIS TAMBÉM.
SE OS HOMENS FOSSEM MAIS CARINHOSOS E ROMÂNTICOS COM SUAS ESPOSAS NÃO PRECISÁVAMOS ESTAR FALANDO DO DANIEL.
ACHO QUE MINHA MULHER É DOIDA E ACABOU CONTANDO PRA UMA AMIGA HÁ UM TEMPO ATRÁS O QUE EU FAZIA COM ELA E A AMIGA ESPALHOU PARA AS OUTRAS E OLHA, ISSO ME RENDEU UM PROBLEMA.
TINHA AMIGAS DA MINHA MULHER ME LIGANDO NO TRABALHO, PERGUNTANDO UM MONTE DE COISAS.
PEDINDO PRA FALAR COM SEUS MARIDOS, OUTRAS PEDINDO PRA SAIR...E AÍ É QUE ESTÁ A COISA. ALGUMAS ME OFERECERAM GRANA...
PUXA...SE FOSSE LIGAR PARA AS CANTADAS QUE RECEBO DAS MULHERES DE AMIGOS MEUS...
TEVE UMA QUE PEDIU PRA MINHA MULHER DEIXAR ELA VER A GENTE TRANSANDO E MINHA MULHER CONSENTIU, MAS SÓ VER MESMO E FOI MUITO LEGAL.
SOU CASADO E TENHO UMA VIDA SEXUAL BASTANTE ATIVA COM MINHA ESPOSA.
MINHA MULHER FICA COMPLETAMENTE LOUCA, SOBE PELAS PAREDES...SABE, COM TUDO ISSO QUERO DIZER PRA VOCÊS CAROS AMIGOS PRA CUIDAREM MELHOR DE VOSSAS ESPOSAS.
E ENTÃO NÃO TERÃO QUE SE PREOCUPAR COM O DANIEL.
UM FORTE ABRAÇO.
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MARCOS - Talvez Daniel tenha dado um pouco de glamour a sua história, mas o assunto é sério, assim como a profissão de GP. Existem sim GP que só atendem mulheres, embora seja a minoria. Sou do Pará e em visita a SP contratei os serviços de Daniel, pois estava infeliz sexualmente com meu namorado e acredite, valeu cada centavo que paguei. Pois percebi que eu não sabia buscar o meu prazer , jogando a culpa em meu namorado. Daniel como profissional, me fez descobrir o que talvez jamais descobriria por toda a vida. Quando as pessoas derem ao sexo o valor e a importancia que ele tem, começarão a respeitar o GP .Obrigado Daniel por ter sido profissional, humano e gentil . Boa sorte !! Ontem depois que li essa matéria fui atrás do perfil do moço no orkut pra ver se realmente era isso tudo que dizia na matéria. Também encontrei o site e o blog dele e adorei o q vi. Dá pra perceber que o Daniel não está de brincadeira e leva muito à serio o que faz. Não entendo o precoceito em torno desse assunto. Por que não pode haver GP hétero? Assim como em qualquer profissão há profissionais para todas as aéreas e ele escolheu a aérea específica dele: mulheres. E com certeza ele deve ganhar muito bem porque é lindo e pela 'propaganda' que as fotos mostram deve valer cada centavo. Ele deve tratar a mulherada como elas deveriam ser tratadas por seus parceiros. Afinal quem procura um GP é que não está satisfeita com alguma coisa. seja pelo sexo que tem em casa ou por carência e solidão. Eu, com toda a certeza, quando for pra São Paulo vou marcar uma hora com ele ... definitivamente vou ... ah se vou!

Foto:anonima.

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