NOSSAS EXPERIÊNCIAS: Carnaval e consciência
Mostrando postagens com marcador Carnaval e consciência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Carnaval e consciência. Mostrar todas as postagens

24 de fev. de 2012


                     Depois do Carnaval, a religião, e vice-versa.

                            Ruas históricas enchem nas procissões

São João Del-Rei é conhecida pela efervescência religiosa marcada pela tradicional Semana Santa e demais festas dedicadas a santos, além de suas belíssimas igrejas de presença barroca. Mas não é somente da tradição católica que vive essa cidade, marcada também por festas populares, em especial, o carnaval. São, muitas vezes, nas mesmas avenidas que percorrem as procissões, que os blocos carnavalescos desfilam sua alegria e irreverência.
Pode até parecer contraditório, mas não é bem assim, afinal o Carnaval tem origem cristã. Ele nasceu no século XI devido à criação da Semana Santa antecedida pelo período de 40 dias penitenciais, a Quaresma. Para isso, surgiu a festa que seria dedicada a um deleite de prazeres, já que o período quaresmal era marcado pelo jejum. Ou seja, a ligação entre o Carnaval e a religião é estreita. A expressão que marcava o Carnaval era o “carnis valles”, que acabou gerando a palavra “carnaval”. No latim “carnis” significa carne e “valles” prazeres.

Olhando essa história, é interessante observar a realidade são-joanense. Talvez a ligação não exista mais, ou não de maneira tão forte. Mas o fato é que a religiosidade católica e a alegria carnavalesca usam os mesmos espaços e atraem públicos muito parecidos. Mauro Garcia Lovatto é um exemplo importante disso. Apaixonado pelo Carnaval ele é ligado também à religião e toca violino nos eventos religiosos pela                                                                                                                     “Orquestra Ribeiro Bastos”.


Marcado por sua vivência barroca, Mauro explica que a cultura religiosa significa muito para a população e isso não impede que se viva o Carnaval de maneira bem tranqüila, pois, segundo ele, o homem transita nesses opostos. “Um colega meu estava desfilando numa escola de samba e assim que me viu perguntou se havia missa no outro dia”, contou Mauro, sorrindo, para mostrar o trânsito das pessoas entre a religião e a festa.

Mauro, que atribui sua ligação com a religião a sua formação familiar, já viveu o carnaval de maneira intensa. Por alguns momentos, ele encostou seu violino, instrumento das celebrações religiosas, para escrever enredos para escolas de samba de São João Del Rei. Ele já fez seu trabalho carnavalesco em escolas como a “Qualquer nome serve”, Mocidade Independente do Bonfim”, “Metralhas”, “Bate Paus” e para a atual campeã “Girassol”.

              Carnaval : irreverência em meio a paisagens históricas.


“Certa vez, ao assistir o bloco das domésticas, em que homens se vestem de mulher, vi três coroinhas no meio”, conta Mauro relembrando histórias cômicas que mostram sinais da ligação entre a festa e a Religião. Jornalista, Mauro é assessor de comunicação da Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ) e prefere trabalhar em sua terra natal para ficar perto das raízes, que envolvem uma religião bonita e um carnaval único.
Ele também fala do gosto pela música que nunca o impediu de transitar pela rica e diversa cultura são-joanense: “A música te dá uma certa confiança. Você fica até mais corajoso para a vida. A cortina se abre e você tem que se impor”. É valorizando seu trabalho na orquestra que ele conta o quanto a música o fez ficar mais criativo e sensível.

Teólogo analisa relação do carnaval com a Quaresma.

O teólogo Sandson Rotterdan, graduado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) , falou sobre São João Del-Rei e as peculiaridades que são observadas. “A meu ver, acho que o vínculo se perdeu. O Carnaval  é uma festa desvinculada da Quaresma até mesmo pelas igrejas cristãs. É muito comum grupos religiosos fazerem retiros nesse tempo. Penso que aí ocorre um desvirtuamento do Carnaval. Em contrapartida, o dia das cinzas é somente mais um feriado, e o Carnaval se estende até o primeiro domingo da Quaresma, que é outro desvirtuamento”.

  Para o teólogo Sandson a relação entre carnaval e religião está
                                                  desvirtuada.


Se o Carnaval nasceu como antecipação da quarta-feira de cinzas, o que seria então a própria quarta-feira de cinzas? Sandson explica que é “um grande retiro quaresmal, onde o cristão, desde a antiguidade, faz seu itinerário espiritual rumo à celebração da páscoa”. Numa cidade como São João Del-Rei, esse momento é vivido de maneira intensa nas vias-sacras, missas, orações e procissões no período da Semana Santa.
O teólogo crê que o vínculo dos eventos não é tão forte, pois existe um desvirtuamento, o que faz com que eles, carnaval e quaresma, se tornem até mesmo paradoxais. Mas será que na realidade são-joanense não existe certa relação desses dois como forma de peculiaridade própria? Sandson diz que “o indivíduo religioso não está necessariamente vinculado a uma instituição religiosa e as suas normas. Com isso, é perfeitamente possível comer carne na quarta feira de cinzas, estender o Carnaval até domingo e fazer penitencia quaresmal. Não importa tanto para o sujeito a norma religiosa, mas o como ele vive sua religiosidade”.

Com isso percebemos através de uma diferente visão que o carnaval pode ser sim um lado diferente da religião. Sandson vai mais longe e diz que vê o carnaval como uma festa folclórica e popular que se tornou uma marca do Brasil, uma festa “que teve início na religião, mas se desvinculou dela”.
Sem dúvidas, saber se carnaval e religião, que tem uma relação histórica próxima, continuam relacionados é uma polêmica. São João Del-Rei ajuda a problematizar a questão com esses dois lados convivendo de maneira tão próxima e viva. Mas o fato é que um lugar como esse, cheio de ricas tradições, mostra o quanto é valioso a presença de pessoas que fazem de sua cidade um ícone cultural. Se carnaval e a quaresma são paradoxais, ou se são irmãos, é uma dúvida. A grande certeza é que o povo são-joanense sabe festejar, seja desfilando pelas ruas históricas com suas folias carnavalescas sujando o chão de confete ou caminhando em oração derramando vela derretida nesse mesmo caminho, por onde transitam legítimas tradições que fazem de São João Del-Rei um lugar único desse vasto Brasil.

Fonte: Vinícius Borges Gomes

19 de fev. de 2012


Uma das Maiores Festas do Planeta, o Carnaval reúne gente de toda parte do mundo em busca de música, dança, artistas, alegria e diversão. Mas a grande festa não pode interferir no estado de saúde dos foliões e, para isso, alguns cuidados básicos são necessários.


Alimentação Saudável é Fundamental.

Durante os quatro dias de folia é muito importante ter cuidado com os alimentos vendidos pelos ambulantes
Comer frutas e tomar água é um bom começo para curtir as festas
Com a chegada do carnaval, o consumo de bebidas alcoólicas e alimentos calóricos aumenta. O ritmo nesses dias torna-se mais intenso e, como consequência, o corpo perde muita água, especialmente se não estiver hidratado e o consumo de álcool for excessivo. Algumas pessoas podem sentir indisposição para comer no carnaval devido ao calor e as temperaturas mais elevadas. Esse incômodo também pode ser resultado de alimentação inadequada bem como ficar horas sem comer, pular refeições, ingerir alimentos gordurosos e não beber água suficiente.

 “Nos dias de carnaval os foliões tem um aumento do gasto energético, por isso é importante repor essa energia consumindo em todas as refeições alimentos ricos em carboidratos como arroz, macarrão, batata, pão, cereais entre outros, de preferência integrais, dando maior sensação de saciedade, pois o carboidrato vai fornecer a energia para curtir todos os dias”,


 explica a nutricionista do HCor Camila Gracia.
-
Durante os quatro dias de folia é muito importante ter cuidado com os alimentos vendidos pelos ambulantes – muitos são expostos a temperaturas inadequadas para sua conservação, provocando o aparecimento de bactérias que causam intoxicação alimentar. Deve-se também ter atenção com a refrigeração e conservação dos alimentos.

“Prepare os sanduíches naturais com diversos tipos de pães (aveia, centeio, trigo, soja e outros), recheados com peito de peru, frango, atum, sardinha, rosbife, queijo branco, ricota, queijo cottage, além de hortaliças e legumes (folhas em geral, cenoura e beterraba ralada, tomate e outros) e complete com um suco de fruta”,



Cuidado com a hidratação: além de repor a energia com alimentação, é preciso repor também o líquido perdido na transpiração, onde você elimina sais minerais importantes para o seu organismo, que devem ser repostos. Outro ponto importante é controlar o consumo de bebida alcoólica.
“O álcool deve ser consumido com moderação, intercalando com água e nunca com o estômago vazio para evitar tonturas, visão turva e mal-estar”, explica a nutricionista do HCor.


Quando a atividade física é intensa a transpiração elimina líquidos e sais minerais como sódio, potássio, magnésio e cloro. Neste caso é importante o consumo de isotônicos que repõe de forma rápida estes minerais e o líquido no organismo. “É muito importante cuidar do corpo de maneira geral antes de cair na folia. Por isso, o ideal é fazer alongamentos, usar sapatos adequados e abusar da hidratação para garantir um ótimo carnaval”, finaliza Camila Gracia.

Dicas importantes para quem pretende cair na folia neste Carnaval:
- Controle o consumo de alimentos gordurosos, frituras, salgadinhos;

- Faça no mínimo quatro refeições por dia;
Prefira as carnes brancas e magras, grelhadas, assadas ou cozidas, que contêm menos gordura e são mais fáceis de serem digeridas.


Consuma frutas, verduras e legumes, para que você esteja em dia com a ingestão de antioxidantes, vitaminas e sais minerais;


Sobremesas refrescantes são ótimas opções. Prefira sempre frutas, gelatinas, sorvete de frutas ou compotas geladas;
-
Beba de 2 a 3 litros de água diariamente, consuma também sucos de fruta, água de coco e isotônicos, antes, durante e depois da folia.
é essencial para a manutenção corporal.


Água de Coco –  consegue repor líquidos e sair minerais necessários ao nosso corpo.


Abuse no Suco natural de Frutas – é rico em sais minerais.


Vista roupas confortáveis, de tecidos leves e cores claras.
Use tênis com bom amortecimento, para evitar lesões nos joelhos e tornozelos.



Fonte: Nutricionista do HCor Camila Gracia.


E nunca é demais lembrar:
Responsabilidade sempre!

Fique longe das drogas;
Não esqueça que lança-perfume também é droga e que o seu consumo pode gerar lesão cerebral irreversível.





18 de fev. de 2012



      Indústria do carnaval gera 250 mil empregos no Rio de Janeiro.
 

A semana de festas que começa nesta sexta na maior parte do país beneficia os setores de turismo, entretenimento, audiovisual, a indústria gráfica e editorial, de bebidas e de instrumentos musicais.

17 de fevereiro de 2012 - A indústria movimentada pelo carnaval gera emprego para 250 mil pessoas no Rio de Janeiro, aponta estudo publicado nesta sexta-feira pelo Governo do Estado.

Entre outras áreas, a semana de festas que começa nesta sexta na maior parte do país beneficia os setores de turismo, entretenimento, audiovisual, a indústria gráfica e editorial, de bebidas e de instrumentos musicais.

O autor do estudo, o superintendente de Desenvolvimento da Indústria Cultural do Governo regional, Luiz Carlos Prestes Filho, disse em comunicado que o carnaval carioca é "uma verdadeira indústria que cresce a cada ano".


As escolas de samba geram vagas durante todo o ano para centenas de costureiras, carpinteiros e outros profissionais que trabalham na elaboração de milhares de fantasias e dos carros alegóricos usados nos desfiles do sambódromo.


Cada uma das 13 escolas de samba que desfilarão no carnaval do Rio, neste domingo e na segunda-feira, contam em média com 3,5 mil integrantes


para que fique tudo perfeito



No sambódromo, trabalham em torno de 1,1 mil pessoas nos restaurantes e bares que atendem os cerca de 72,5 mil espectadores, além de 80 trabalhadores responsáveis por recolher e separar o lixo nas duas noites do evento, destacou o estudo.


Nessa época do ano, as empresas da região do Saara, popular centro comercial, contratam em média de 3,5% a 4% mais funcionários temporários para atender a demanda maior, indicam dados da associação de comerciantes da região.

A rede hoteleira atingiu neste ano ocupação próxima de 81%, o que reflete crescimento de postos de trabalho temporários para garçons e seguranças.

As autoridades do Rio de Janeiro esperam neste ano receber 850 mil turistas brasileiros e estrangeiros para o carnaval. Cerca de 90 mil deles estão chegando nos 25 cruzeiros que ficarão atracados no porto do Rio, informou a administradora do terminal.


A Secretaria de Turismo do Rio de Janeiro :
calcula que os visitantes vão gastar na cidade cerca de US$ 620 milhões.


O carnaval na visão de anglicanos e muçulmanos


Religião e Fé
O Religião e Fé enviou perguntas sobre o período de carnaval, que se inicia nesta sexta-feira, para representantes de diferentes credos. Confira a visão de anglicanos e muçulmanos sobre a festa.

Igreja anglicana:

1) Na sua religião, o carnaval é um período de recolhimento? Por quê?
Na maioria das vezes, sim. Procuramos aproveitar aqueles dias para ler, descansar, estar mais presente com a familia, mas isso não exclui, como cariocas que somos, de acompanhar um "bloco", e até, "cair no samba".
2) Que atividades ela oferece aos seus seguidores neste período? Ainda é possível inscrever-se para participar? Como e onde?
Algumas paróquias costumam realizar retiros durante o Carnaval, mas é muito raro. Pelo menos, aqui no Rio, não me consta que haja algum programa nesse sentido.
3) Sua religião proíbe que seus adeptos brinquem carnaval? Por quê?

Não. Contanto que brinquem com responsabilidade.

4) E no caso dos seguidores que têm que trabalhar durante o carnaval diretamente ou indiretamente com a festa), há algum tipo de orientação com relação à conduta ou sobre cuidados?
As orientações são sempre aquelas para todos em geral. Sempre procurando não exceder, respeitar o espaço do outro, procurando, sempre, fugir daquilo que parece mal.

Islamismo:

1) Na sua religião, o carnaval é um período de recolhimento? Por quê?
Nós muçulmanos não participamos das festividades do carnaval, pois buscamos extravasar nossa alegria de forma lícita, aquela que agrada a Deus o Altíssimo, infelizmente, o que vemos no que tocante ao carnaval, são foliões envolvidos quase sempre com o consumo bebidas enebriantes, pessoas na sua grande maioria praticamente nuas, buscando o sexo como objetivo maior, com o maior número possível de parceiros nesses dias de folia. Devido a isso, procuramos nos afastar de tais ambientes que não se coadunam com o nosso modo de ser.
2) Que atividades ela oferece aos seus seguidores neste período? Ainda é possível inscrev er-se para participar? Como e onde?
Buscamos nesse período, por exemplo, organizar encontros de jovens, em hotéis fazenda, para fugirmos da agitação relativa ao carnaval. Com atividades recreativas , palestras acerca do Islam e etc. Para esse ano, todas as vagas nos diversos eventos que estão sendo realizados em diversos Estados do Brasil já se encontram preenchidas.

3) Sua religião proíbe que seus adeptos brinquem carnaval? Por quê?
Sim, por ser uma festa que não se alinha com os princípios Islâmicos e consequentemente com o nosso modo de ser e agir. Nós muçulmanos buscamos nos divertir como qualquer pessoa, desde que dentro dos parâmetros que agradam a Deus. Infelizmente, o que acabamos observando no carnaval é uma total degradação do ser humano, fazendo dessa festividade, a "festa da carne". regada a muita bebida inebriante.
4) E no caso dos seguidores que têm que trabalhar durante o carnaval (diretamente ou indiretamente com a festa), há algum tipo de orientação com relação à conduta ou sobre cuidados?
Não existe nenhuma recomendação específica para essas pessoas, além das que normalmente são dadas aos muçulmanos de um modo geral, para que busquem ser sempre coerentes com os princípios do Islam, e recatem seus olhares. Lembrando que o muçulmano deverá sempre buscar um trabalho que não tenha ligação direta com o carnaval, para que não fique exposto a tudo que já citamos acima, caso não seja possível, que tema a Deus durante o exercício da sua atividade.
*As perguntas foram respondidas por Celso Franco, bispo emérito da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, e Sami Isbelle, diretor do departamento educacional e de divulgação da Sociedade Beneficente Muçulmana do Rio (SBMRJ).

17 de fev. de 2012


                                           Carnaval de São Paulo.


Uma tradicional festa carnavalesca que ocorre todos os anos na cidade de São Paulo.

O desfile das escolas de samba paulistanas ocorre no Sambódromo do Anhembi, projetado pelo renomado arquiteto Oscar Niemeyer, que também projetou o Sambódromo da Marquês de Sapucaí no Rio de Janeiro.

 Maravilhosos carros alegóricos das mais variadas escolas de samba.


O desfile do Grupo Especial das escolas de samba de São Paulo acontece na sexta-feira e no sábado da semana do carnaval.


 As mulheres se preparam o ano todo para saírem com suas belíssimas fantasias, levando a multidão e ao mesmo tempo divertindo adultos e crianças.


O evento emprego mais de 4 mil pessoas nessa época do ano. E leva ao sambódromo aproximadamente 120 mil foliões brasileiros e cerca de 20 mil estrangeiros para pularem e dançarem durante esses dias 


de comemoração e Alegria.


SEMPRE E BOM LEMBRAR .


                                     Carnaval, festa e religião


É parte constitutiva da identidade do ser humano o elemento da festa. A festa interrompe o tempo cotidiano e introduz a diferença do ritual e da celebração, a fim de marcar uma ocasião especial em que é preciso deixar a rotina e voltar os olhos para o extraordinário que irrompe no tempo cronológico.

Todas as festas são eventos pelos quais se entra em "outra" ordem de coisas, onde a fantasia, a imaginação e o desejo tomam lugar. Festejar, portanto, é reafirmar nossa condição de ser humano, é sublinhar o fato de que não somos guiados apenas pelos instintos e pelo kronos (tempo) que implacavelmente passa. Festejar é demonstrar que temos algum senhorio sobre o tempo, transfigurando-o com o rito da comemoração e da celebração.

Em tempo de preparação e espera do Carnaval, as reflexões acima se aplicariam a essa festa. Somos instigados a refletir sobre o sentido e o objetivo da música e da dança, dos espetáculos cheios de luzes e cores, dos corpos desnudados e fantasiados em desfile, do samba na rua, de tudo isso que compõe os três dias que povo espera com sofreguidão. Torna-se isto ainda mais importante no Brasil, país onde o carnaval tem lugar central no calendário.

Parece que o país entra em câmara lenta no Ano Novo para só recuperar seu ritmo e dinamismo depois dos festejos momescos.

Efetivamente, a maioria daqueles e daquelas que "brincam" o Carnaval conhece pouco ou nada do seu sentido mais profundo.
A primeira dimensão dos folguedos carnavalescos tem a ver com um tempo religioso, cósmico e sagrado, onde a transcendência mesma é que irrompe e transfigura o kronos. O antropólogo Roberto da Matta nos chama a atenção em seu conhecido livro “Carnavais, malandros e heróis” para o fato de que o Carnaval fica suspenso entre o Advento (tempo ligado ao nascimento de Cristo que é celebrado no Natal) e os 40 dias da Quaresma, esse período de penitência e mortificação que visa à conversão, o qual culmina com a celebração dos mistérios da paixão, morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.

De fato, é como se todo o ritual carnavalesco, tão apaixonadamente preparado e vivido pelo povo e que tantos milhões rende aos bolsos dos donos das festas e desfiles, só deixasse brilhar seu verdadeiro sentido quando o silêncio da Quarta-feira de Cinzas se faz, com seu ritual das cinzas aplicadas em cruz sobre a testa dos penitentes acompanhado das palavras: "Convertei-vos e crede no Evangelho". A quarta-feira onde tudo se acaba, proclama sua morte, que se encontra, agora, assumida pela disciplina da Quaresma, que substitui os folguedos e a descontração carnavalesca.

O Carnaval, portanto, não tem rosto próprio, já que sua identidade lhe é dada por um outro tempo e uma outra ordem de coisas e de sentido. Figura ele -ainda seguindo a Roberto da Matta - como um momento sem nome ou vez, escondido que está nas dobras de um calendário sagrado. Situada entre o nascimento e a paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo, a festa que é o reinado de Momo é efêmera como as alegrias e os gozos imediatos. Ela como que assume e resume simbolicamente os momentos crísticos do Natal e da Páscoa, e a numerologia cristã dos três dias de que fala o Novo Testamento. O Carnaval em si mesmo, portanto, é um evento relativo. Com todo o brilho e o ruído que atraem todos os focos de atenção, na verdade está simplesmente resumindo algo de fulgor bem maior e duradouro: os três dias de folia se referem e encontram significação no mistério cristão, já que a festa carnavalesca nasce, agoniza e morre em três dias.

Sendo um evento sincrônico, repetitivo, prenhe de conteúdos cognitivos e afetivos, o Carnaval tornou-se e passou a ser um tempo social importante, fortemente ligado à experiência vital de uma sociedade, muito especialmente da sociedade brasileira.

Em uma leitura informada pela fé, porém, e mesmo aos olhos das ciências sociais, o Carnaval só pode ser compreendido no contexto da visão de mundo cristão. Carnaval e Quaresma - no calendário cristão que rege o mundo após a queda do Império Romano - opõem-se no ciclo anual por seus conteúdos sociais e religiosos, implicando comportamentos individuais e coletivos opostos. Mas, na verdade, encontram seu ponto luminoso e iluminador na mesma pessoa de Jesus Cristo, Sol que nunca se apaga, Vivente por excelência, sobre quem a efemeridade das coisas e a corrupção da morte não têm poder.

Maria Clara Lucchetti Bingemer - Teóloga

16 de fev. de 2012

São intrigantes as questões que todos fazem em Parintins:

Por que um Boi?



Qual foi o boi que surgiu primeiro? Como nasceu e de onde eles vieram? Por que Caprichoso? Por que Garantido? Quem são Cunhã Poranga e Pajé, Gigante Juma e Curupira?


Para cada uma destas questões há as mais diversas explicações, que podem ser encontradas em várias fontes: livros, revistas, jornais, sites, estudos antropológicos, teses de doutorado...


Tendo a oportunidade de estar em Parintins, o visitante poderá aproveitar para conversar com o povo ribeirinho e ouvi-los contar os “causos”. Ler o jornal local, acompanhado de uma bebida e da boa comida típica da região. Depois, tirar suas próprias conclusões! Permeiam os traços culturais, com uma dinâmica própria, afinal, em quantos lugares no mundo, pode-se ver a Coca-Cola vestida de azul?


Boi Bumbá

Histórico

O Boi-bumbá tem sua história idêntica ao Bumba-meu-boi , é uma espécie de ópera popular, cujo enredo não varia muito entre os inúmeros grupos de Boi-Bumbá existentes mas, basicamente, desenvolve-se em torno da lenda do fazendeiro que tinha um boi de raça, muito bonito, e querido . As apresentações     dos bois em Parintins desenvolvem-se de acordo com um enredo que conta a história do Negro Francisco, funcionário da fazenda e cuja sua mulher, Catirina fica grávida e sente desejo de comer a língua do boi. fica desesperado. Com medo de Catirina perder o filho que espera, caso o desejo não seja atendido, resolve roubar o boi de seu patrão para atender ao desejo de sua mulher.


Então, segundo o enredo, Negro Francisco mata o boi preferido do patrão. O amo descobre e manda os índios caçarem Negro Francisco, que busca um pajé para fazer ressuscitar o boi. O boi renasce e tudo vira uma grande festa. O imaginário indígena e detalhes religiosos dos índios ,como pajés e feiticeiros , foram incorporados com mais influência ao Boi-Bumbá.


O Festival Folclórico de Parintíns: Um dos grandes marcos para a divulgação do Boi-Bumbá foi grandiosa festa dos bois de Parintins, realizado na Cidade de Parintins cerca de 400 Km de Manaus, no Amazonas desde 1913, no mês de julho.O imaginário indígena e figuras religiosas como pajés e feiticeiros foram incorporados às tradições da festa. Por isso, durante o Festival Folclórico de Parintins, a cidade é chamada de “ilha Tupinambarana” e os Bois Garantido e Caprichoso se apresentam no Bumbódromo.


Durante a apresentação, cada Boi leva aproximadamente um tempo de 3 horas. Fazem parte da apresentação efeitos especiais com luzes e cores, show pirotécnico . Os bonecos gigantescos representando cada personagem ,cada uma dos Bois leva ao Bumbódromo cerca de aproximadamente 5 .000 participantes. Cerca de 35.000 pessoas prestigiam o espetáculo anualmente.

Garantido e Caprichoso


As cores vermelho do Boi Garantido , e azul do Boi Caprichoso, tomam conta do Bumbódromo, espécie de arena, semelhante a um Sambódromo.
Existem algumas explicações sobre a origem dos nomes dos Bois , mas uma delas é a mais aceita para a origem dos nomes dos Bois Garantido e Caprichoso, esta explicação refere-se ao Poeta Emídio Vieira e seu amor proibido pela mulher do repentista Lindolfo Monteverde. Ambos apresentavam seus bois todos os anos.


Como não podia ter a mulher de Lindolfo Monteverde.
Emídio Vieira lançou o seguinte desafio a Lindolfo Monteverde: "Se cuide que este ano eu vou caprichar no meu boi".
Lindolfo Monteverde respondeu: "Pois capriche no seu que eu garanto o meu".
Assim nasceu o nome, e a rivalidade foi crescendo a cada ano. Existiam outros grupos de apresentação de Bois que foram desaparecendo e apenas os Garantido de Lindolfo Monteverde e o Caprichoso de Emidio Vieira se mantiveram.

15 de fev. de 2012


Juntamente com os Carnavais do Rio de Janeiro e de Salvador.

O CARNAVAL DE OLINDA
É UM DOS MAIS FAMOSOS DO BRASIL.


Entretanto, pode-se afirmar que o carnaval de Olinda é o mais popular do Brasil, no sentido de que os festejos são protagonizados pelo POVO. Não há sambódromos em Olinda: todas as ruas são tomadas pelo povo. Não há trios elétricos em Olinda: a animação e o ritmo são mantidos pelos populares, que formam grupos de todos os matizes, com variados instrumentos e tocando as músicas que desejarem. Não há programação no carnaval de Olinda: há apenas um dia para começar e outro para terminar; há blocos que ficam até tarde da noite, outros que saem no começo da manhã.

Bloco Conxitas, grupo formado só por mulheres.


Segundo o jornalista e carnavalesco José Ataíde, foi em 1977 que o Carnaval de Olinda assumiu o caráter eminentemente popular que o caracteriza hoje. Nesse ano, foram abolidos da folia olindense a comissão julgadora, a passarela e o palanque das autoridades, elementos considerados cerceadores da plena participação popular, o que lhe garantiu através do tempo o título de "Carnaval Participação".


O carnaval é aberto a todos; não existe cobrança de ingressos ou necessidade de abadás. Desde cedo, crianças são trazidas pelos pais para participar da festa; de outro lado, pessoas da terceira idade retornam à juventude e também caem na folia.


 Como não há censura de nenhum tipo, as sátiras políticas são absolutamente normais no carnaval de Olinda. As sátiras se concretizam tanto na forma de marchas, como na forma de bonecos e fantasias. Os tradicionais bonecos gigantes que capitaneiam vários blocos são, por si só, obras artísticas admiráveis. O carnaval de Olinda ostenta dezenas de bonecos gigantes, sendo o mais conhecido deles o Homem da Meia-Noite, que está nas ruas desde 1932 e é responsável por dar início, oficialmente, a zero hora do sábado de Zé Pereira, ao carnaval olindense; acompanhando os bonecos, escuta-se uma variedade de ritmos, com desfiles de afoxés, escolas de samba, caboclinhos e maracatus.


Todos os anos, clones de Presidentes, Políticos e outras Personalidades do momento comparecem ao Carnaval

                                                                                 
 de Olinda (Osama bin Laden e Lula foram populares em anos recentes). Não é incomum que autoridades compareçam em pessoa às festividades; ao contrário de outros locais, em Olinda os famosos participam da festa anonimamente, junto com o povo.


Crédito das fotos: Prefeitura Municipal de Olinda.


SEMPRE E BOM LEMBRAR .


                                            Carnaval em Salvador.

                                                                   
Salvador é a maior festa popular do mundo.
Só quem já esteve presente sabe o que é participar de um Carnaval na capital da Bahia por onde passam milhares de pessoas de todas as raças e nacionalidades. O som eletrizante do trio e o batuque dos tambores dos afoxés atrai multidões de foliões entre baianos e turistas. Uma mistura de alegria, festa, descontração, folia e explosão de sentimentos. Mas e como funciona o Carnaval de Salvador ? A diversão pode começar com uma brincadeira pelos blocos, pulando como “pipoca” atrás de um trio ou ainda assistindo a festa dos camarotes.


Em primeiro lugar, o Carnaval de Salvador dura seis dias começando na sexta-feira e terminando com o arrastão na quarta-feira de cinzas. A animação é dividida entre os Circuitos Osmar, Dodô e Batatinha, os três circuitos oficiais do Carnaval de Salvador. Em cada circuito desfilam trios elétricos e blocos. Quem escolhe acompanhar um dos blocos e sair atrás do trio elétrico veste o “abadá”, ou seja, uma camiseta que é a marca registrada do bloco que o folião está saindo. Nos blocos há uma figura muito importante, o cordeiro, que é quem limita o espaço dos foliões no bloco e segura as cordas durante todo o percurso.

Os trios elétricos arrastam  a multidão.


Geralmente quem não quer gastar com os abadás fica na “pipoca”, espaço onde ficam as pessoas que estão fora das cordas dos blocos. Os trios elétricos mais conhecidos do Carnaval de Salvador são o Camaleão da banda Chiclete com Banana, Crocodilo de Daniela Mercury e o Coruja de Ivete Sangalo. Há ainda os blocos tradicionais como Ilê Aiyê, Olodum, Filhos de Gandhi e as irreverentes As Muquiranas, que é um bloco formado só por homens que se vestem de mulher.

A coreografia do bloco Filhos de
Gandhy


O Carnaval de Salvador conta com   uma grande infraestrutura formada por camarotes,arquibancadas, postos de saúde, postos policiais, pontos de informações e movimenta a economia da cidade gerando empregos informais e formais durante o período da festa .Tudo muito bem organizado e planejado para garantir a segurança e alegria dos foliões. Se você ficou com vontade de conhecer bem de perto tudo isto, comece a planejar sua festa para o Carnaval de Salvador lembrando também de algumas dicas importantes relacionadas a segurança e alimentação.

                        A alegria das crianças no carnaval de Salvador.


Para aproveitar melhor cada segundo desta folia use roupas e sapatos confortáveis e dê preferência aos tênis, alimente-se com comidas leves e beba bastante água mineral. Lembre- se também de levar apenas dinheiro suficiente para suas despesas do dia, uma cópia de um documento de identidade e ainda ter anotado o local onde está hospedado. Caia na folia e divirta-se com moderação! Comece a planejar seu Carnaval em Salvador conferindo dicas de hospedagem e as festas.


SEMPRE E BOM LEMBRAR .



Tradutor