NOSSAS EXPERIÊNCIAS: 2012-02-26

3 de mar. de 2012


          2010 Foi Ano Recorde Para Novas Drogas Sintéticas Na Europa.


Em 2010 bateu-se o recorde de novas drogas descobertas na Europa, com 41 substâncias psicoactivas identificadas pelo sistema de alerta rápido, muitas à venda por vias legais, revelou o Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência.

O relatório relativo a novas drogas descobertas em 2010 surge no dia em que se reúne em Lisboao primeiro Fórum Multidisciplinar Internacional de Novas Drogas e nele se destaca o “ritmo sem precedentes” a que são comunicadas novas drogas no sistema de alerta da Europol e do Observatório, o Reitox.

O Observatório salientou que “é o maior número de substâncias relatadas num único ano”, assinalando que tal acontece num contexto em que cresce o fenómeno das “drogas legais”.
Muitas das substâncias identificadas são compradas através da Internet e em lojas especializadas, as chamadas “smart shops” ou “head shops”.

O director do Observatório, Wolfgang Götz, destacou que falta ao sistema de alerta rápido capacidade para “antecipar ameaças”, o que se conseguiria com um investimento nas instalações laboratoriais pela Europa para que pudessem “comprar, sintetizar e estudar novos componentes” destas substâncias.
Das novas drogas detectadas, quinze são catinonas sintéticas, o que torna esta classe “uma das maiores” monitorizadas pelo sistema de alerta rápido. As catinonas são alcalóides com efeitos semelhantes aos das anfetaminas: excitação e euforia.

Entre estas catinonas sintéticas está a mefedrona – também conhecida como “miau miau” -, vendida livremente em Portugal como fertilizante vegetal até há poucos meses mas cujo processo de inclusão na lista de produtos controlados começou em Fevereiro passado, seguindo uma recomendação do Conselho da Europa de Dezembro do ano passado.
Em 2010 foram detectados ainda onze novos canabinóides sintéticos, que já são mais de vinte na lista do sistema de alerta rápido.

Uma das formas mais comuns de comercialização destes canabinóides é o “Spice”, apresentado como uma mistura de ervas para queimar como ambientador mas que é fumada para replicar os efeitos do cannabis, com “efeitos adversos para a saúde” registados.

O relatório refere que 16 países europeus já tomaram a iniciativa de proibir ou controlar os produtos como o “Spice” desde 2009 e destaca que a variedade de compostos químicos empregues nas misturas, “muitas vezes em combinações diferentes, são difíceis de analisar e são um desafio para os cientistas forenses”.

Por isso, é cada vez mais necessária a “Colaboração entre Diferentes Laboratórios” Quer a Nível Nacional Quer Internacional.

“A rapidez com que surgem [novas substâncias psicoativas] e os modos de distribuição desafiam os meios tradicionais de controlo”, refere-se no relatório, a par de um crescente “Interesse e Preocupação” a Nível Político e Social com as “Drogas Legais”.

Pela primeira vez, surgiram derivados de duas drogas bem conhecidas: a fenciclidina, conhecida como PCP ou “pó de anjo” e a quetamina, um anestésico.

fonte: http://noticiasdeviseu.com

2 de mar. de 2012

Anfetaminas, ecstasy e outras drogas psicotrópicas

Em muitos países europeus, a segunda substância ilegal mais consumida é algum tipo de droga sintética. O consumo destas substâncias entre a população em geral é habitualmente baixo, mas as taxas de prevalência entre os grupos etários mais jovens são significativamente mais elevadas, e o consumo destas drogas pode ser particularmente alto em alguns contextos sociais ou entre alguns grupos culturais. Globalmente, as anfetaminas (anfetaminas e metanfetaminas) e o ecstasy figuram entre as drogas sintéticas mais prevalecentes.


As anfetaminas e metanfetaminas são estimulantes do sistema nervoso central. Das duas drogas, as anfetaminas são claramente mais fáceis de obter na Europa. A nível mundial, os crescentes níveis de consumo das metanfetaminas suscitam grande preocupação, uma vez que esta droga está associada a vários problemas de saúde graves. O consumo significativo de metanfetaminas a nível europeu parece estar restringido à República Checa.

O ecstasy refere-se a substâncias sintéticas quimicamente relacionadas com as anfetaminas, mas que diferem um pouco destas quanto aos efeitos. O membro mais conhecido do grupo do ecstasy é o 3,4-metilenedioxi-metanfetamina (MDMA), mas podem encontrar-se outras substâncias análogas nas pastilhas de ecstasy (MDA, MDEA, etc.). Estas drogas são, por vezes, denominadas substâncias entactógenas, termo que se refere aos seus efeitos muito específicos de alteração do humor. Às vezes produzem efeitos mais habitualmente associados às substâncias alucinogénias.

Historicamente, o ácido lisérgico dietilamida (LSD) é, de longe, a droga alucinogénia mais conhecida, mas os seus níveis de consumo globais há muito tempo que se mantêm baixos e bastante estáveis. Recentemente, surgiram indícios de que há uma maior disponibilidade e um maior consumo de alucinogénios naturais, sobretudo de cogumelos alucinogénios.

Para detectar as novas drogas que surgem no mercado de droga europeu, a UE criou um sistema de alerta precoce, que também monitoriza as novas tendências potencialmente prejudiciais do consumo de substâncias psicoactivas.

OFERTA E DISPONIBILIDADE.

É difícil quantificar a produção de anfetaminas e de ecstasy porque “se baseia em produtos químicos facilmente disponíveis e tem lugar em laboratórios fáceis de ocultar” (UNODC.2003a). A estimativa mais recente da produção global anual de anfetaminas e de ecstasy é de 520 toneladas (UNODC.2003b). As apreensões mundiais destas substâncias atingiram o auge no ano de 2000, com 46 toneladas. Depois de um declínio em 2001 e 2002, as apreensões voltaram a aumentar para 34 toneladas em 2003, e diminuíram ligeiramente para 29 toneladas em 2004. Em 2004, a percentagem de metanfetaminas nas apreensões globais de anfetaminas e ecstasy baixou para 38% (de 66% em 2003), representando o ecstasy 29% e as anfetaminas 20% (CND.2006).

Anfetaminas

A produção mundial de anfetaminas continua a estar concentrada na Europa Ocidental e Central, em especial na Bélgica, Países Baixos e Polónia. Nesta sub-região, a Estónia, Lituânia e Bulgária também desempenham um papel significativo no fabrico ilegal de anfetaminas, bem como a Alemanha, a Espanha e a Noruega, embora em menor grau, como demonstrou o desmantelamento de laboratórios de anfetaminas nestes países, em 2004 (UNODC.2006). Fora da Europa, as anfetaminas são principalmente produzidas na América do Norte e na Oceânia (CND.2006).

 Em 2004, o tráfico de anfetaminas continuou a ser essencialmente intra-regional. A maior parte das anfetaminas encontradas nos mercados ilegais da Europa provém da Bélgica, dos Países Baixos e da Polónia, bem como da Estónia e da Lituânia (nos países nórdicos) (Relatórios Nacionais Reitox, 2005;

OMA.2005).

Das 6 toneladas de anfetaminas apreendidas a nível mundial em 2004, cerca de 97% foram apreendidas na Europa, principalmente na Europa Ocidental /Central e de Sudeste (respectivamente, 67% e 26% da quantidade global apreendida) (CND, 2006).

Estima-se que em 2004 tenham sido efectuadas 33 000 apreensões de anfetaminas na UE, equivalentes a 5,2 toneladas e a 9,6 milhões de unidades. Em termos do número de apreensões e do peso das anfetaminas apreendidas, o Estado-Membro da UE que mais apreensões de anfetaminas tem efectuado, em permanência, é o Reino Unido .


A Turquia notificou a apreensão de 9,5 milhões de unidades de anfetaminas em 2004. Não obstante algumas flutuações, a nível da UE o número global de apreensões de anfetaminas e as quantidades apreendidas aumentaram desde 1999 e, tendo em conta os resultados apresentados pelos países que forneceram dados, esta tendência crescente parece ter continuado em 2004.

Neste ano, o preço médio das anfetaminas na venda a retalho variou entre 4 euros por grama na Eslovénia e 64 euros por grama em Malta . Ao longo do período de 1999–2004, os preços das anfetaminas, indexados à inflação , diminuíram globalmente na Alemanha, Espanha, Irlanda, Letónia, Lituânia, Suécia, Reino Unido, Bulgária, Turquia e Noruega .

A pureza média das anfetaminas, em 2004, variou entre 5–6% na Bulgária e 44% na Noruega . Os dados disponíveis  sobre a pureza média das anfetaminas no período de 1999–2004 revelam tendências globalmente decrescentes na Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Finlândia e Noruega, e tendências crescentes na Bélgica, Alemanha, França, Itália, Hungria e Áustria.

1 de mar. de 2012


Por: Elizabeth Misciasci



A discussão é entre as doenças mentais (transtornos de humor - comportamento violento), personalidade anti-social que leva ao suicídio ou homicídio. A crescente prosperidade material no mundo, até hoje, é acompanhada por um crescente número de suicídios e assassinatos. Quanto ao alcoolismo e o uso de drogas, não há dúvidas de que seja um sintoma de instabilidade mental e emocional e que levam a autodestruição do indivíduo. Enfim, Transtornos em geral.
Homicídio passional: Qualificado ou Privilegiado?
Por:* Lucielly Cavalcante de Oliveira

Vale enfatizar que, o assassino passional raramente se arrepende, isto poderá ser constado quando passarmos ao estudo dos casos concretos. Geralmente estes matadores eventuais são, em sua maioria, homens, mas também existem mulheres que cometem este tipo de delito, por terem uma personalidade extremamente vaidosa, serem pessoas ciumentas, possessivas e inseguras, e além de tudo isso existir a falta de amor próprio. Afinal, como bem diz um jargão popular “ninguém é de ninguém”, e cabe a cada um se conformar com uma perda.
Para algumas pessoas a traição ou fim do relacionamento os leva a tentar destruir seu objeto de desejo, isto está diretamente ligado com a personalidade de cada um e sua carga cultural. Raramente podemos prever que alguém matará, principalmente diante de tais circunstâncias.
No entanto, as mulheres costumam ser mais resistente e quando traídas a maioria perdoa ou tenta o suicídio, pois, historicamente, a educação lhes dá mais tolerância. No entanto, quando cometem este tipo de crime às vezes são mais cruéis que os homens. Quem nunca ouviu falar numa mulher traída que jogou água quente no ouvido do marido quando o mesmo estava dormindo ou cortou o seu órgão genital?
Leon Rabinowcz explica bem o aludido acima:
a mulher traída nem sempre se vinga sobre o marido ou sobre sua cúmplice. Com freqüência perdoa, por vezes suicida-se de desespero, quando se vê abandonada para sempre, mas quando toma o partido de se vingar, a sua vingança é atroz. É um traço característico da psicologia da mulher. Exasperada, passa a ser um monstro de ferocidade, que só respira vingança e só pensa em submeter a sua vítima aos mais atrozes sofrimentos. São verdadeiras especialistas da dor24.
Um exemplo real de uma homicida passional mulher e bastante cruel é o caso de Neide Maria Lopes, que ficou conhecida como a “Fera da Penha”, que em 06 de junho de 1960, para vingar-se do amante, apanhou a filha deste no colégio, uma menina de apenas 04 anos de idade, e após andar a esmo por vários locais, a levou a um terreno baldio, localizado em frente ao Matadouro da Penha, onde lhe deu um tiro na cabeça e, em seguida, com a criança ainda viva, derramou-lhe álcool sobre o corpo e ateou-lhe fogo. Foi condenada a uma pena de 33 anos de reclusão.25
Mas, vale ressaltar que os homens são tão ciumentos quanto as mulheres, e, que em alguns casos também utilizam-se da perversidade.
Um outro exemplo real de crime passional cometido com requintes de crueldade, só que desta vez por um homem, foi o caso daquele marido que, na Guanabara, em 1998, num acesso de ciúme, amarrou as mãos e os pés da esposa, colocou esparadrapo na boca e, em seguida, sem que ela pudesse fazer qualquer movimento de defesa, após arrancar-lhe a roupa, deslizou um ferro de passar em brasa, sobre toda a pele do seu corpo, até que ela, inteiramente queimada, veio a morrer26.
Enfim, a partir de tudo o que foi dito, conclui-se que não existe uma característica física ou psicológica individualizadora dos homicidas passionais, cada um possui características quase que imperceptíveis na sua personalidade, que só depois de determinadas situações é que são extravasadas, exteriorizadas.
2.2 A imputabilidade de acordo com o art. 26 do Código Penal
Para haver um entendimento melhor sobre esse ponto, necessário se faz o conhecimento dos sistemas. Esses sistemas são critérios que a doutrina se utiliza para definir a imputabilidade ou a inimputabilidade do indivíduo.
Têm-se o sistema biológico, que entende que inimputáveis são aquelas pessoas que tem determinadas doenças, não se fazendo maiores questionamentos. Nesse caso não se discute os efeitos da doença nem o momento da ação ou omissão, só é examinada a causa (moléstia). Em síntese, considera apenas as alterações fisiológicas no organismo do agente.
O segundo sistema é o psicológico, aqui só se questiona o efeito, ou seja, a capacidade intelectiva e volitiva no momento da ação ou omissão. É afastada qualquer preocupação a respeito da existência ou não de doença mental.
Já o terceiro sistema, que é o adotado pelo Brasil conforme poderá ser verificado mais adiante, é o biopsicológico. Aqui o agente em conseqüência da doença perde a capacidade, volitiva ou intelectiva, no momento da ação ou omissão. Em resumo, toma em consideração a causa e o efeito.
Vale ressaltar que no Brasil há uma exceção à regra, pois foi adotado o sistema biológico quanto aos menores de 18 anos.
Depois desse breve explanação acerca desses critérios, passaremos a análise da imputabilidade penal de acordo com o artigo 26 do Código Penal Pátrio.
Não há dúvida que as paixões perturbam a mente e que podem ser causas ocasionais de moléstias mentais27 . Porém, para atribuir a cada delito uma justa medida, é preciso considerar as paixões que levaram uma pessoa a violar a lei, não moralmente nem socialmente, mas psicologicamente, ou seja, é necessário saber da existência ou não de uma patologia comportamental para ser aplicada corretamente a norma penal.
Nas palavras de Luiz Ângelo Dourado, pode-se entender que nem todos os homicidas passionais sofrem de algum mal que os torne inimputáveis, ele diz que “de um modo geral e de acordo com a doutrina psicanalítica, a criminalidade não é uma tara, mas defeitos de educação28 “.
Então, podemos concluir que nem todos os homicidas passionais sofrem de algum tipo de doença mental. A maioria comete este delito por um desequilíbrio emocional momentâneo e que não é considerada uma patologia. São movidos, muitas vezes, pela educação que receberam, de uma sociedade, ainda, com resquícios do patriarcalismo, influindo no comportamento das pessoas.
Então, para o estudo do art. 26 do CPB é necessário ter em mente que os homens são iguais perante a lei, mas profundamente diferentes sob o ângulo biológico e psicológico. E é justamente neste ponto que se diferencia um ser imputável de outro inimputável.
Existe de acordo com o Direito Penal e o Direito Processual Penal a necessidade de se compreender o delinqüente, para que se conheçam as forças psicológicas que o levaram ao crime. Por isso, o art. 26 está no Código Penal para garantir que as pessoas realmente doentes tenham o atendimento apropriado, mister, no entanto, se faz o exame psiquiátrico, através do incidente de insanidade mental do criminoso.
O incidente, que é uma perícia, ocorre quando há dúvidas acerca da sanidade mental do acusado, para dirimir imprecisões sobre a formação intelectual. Este exame pode apresentar dois laudos, um afirmando que a pessoa era imputável ao tempo da ação, ou então o laudo declara que a pessoa era inimputável, ou seja, não tinha a capacidade de entender o caráter ilícito do fato nem de se comportar de acordo com esse entendimento. E pode, ainda, ser constado a semi-imputabilidade.
No entanto, para um indivíduo ser considerado inimputável, não é necessário apenas que seja portador de uma doença mental ou desenvolvimento mental retardado, é indispensável à coexistência também da pessoa ser inteiramente incapaz de entender o caráter criminoso do fato e de se comportar de acordo com esse entendimento.
Nestes casos, o fato é típico e antijurídico, mas o agente não pode ser penalizado ante a falta de culpabilidade. Então, comprovada a sua autoria, o agente inimputável é absolvido sendo aplicado à devida medida de segurança.
No assunto proposto, será analisado delimitadamente, os homicídios passionais provenientes de relacionamentos amorosos e/ou sexuais, pois, muitas vezes o agente já é possuidor de um ciúme patológico, e outras vezes desenvolvem uma patologia a partir de uma idéia fixa. Essas pessoas serão consideradas inimputáveis se ao momento da ação era incapazes de entender o caráter censurável do fato ou de comportar de acordo com esse entendimento.
Como bem apresenta Roque de Brito Alves em uma de suas obras:
toda idéia fixa conduz a um desvio da mente, do sadio pensamento, provocando por sua monopolização da vida psíquica as mais repentinas sanções emotivas, bem visíveis no ciúme, pois lhe serve de alimento contínuo29 .
Mas, esses desvios mentais nem sempre são considerados doença, pois nem “todo ciúme é patológico, nem sempre é paranóico, embora possa facilmente chegar a sê-lo pelo ciúme delirante, obsessivo30 ”.
Portanto, paixões psicológicas, mesmo violentas, não podem constituir dirimente da responsabilidade penal, salvo quando adentrarem no domínio da patologia

29 de fev. de 2012

*Por: Elizabeth Misciasci

Falar da Mulher encarcerada é algo delicado, pois há uma tendência em se rotular e a partir do momento, que se conta ou se informa um delito, precisamos ter a certeza de que a opinião pública, não pegara o perfil de uma e transferira para todas...
Talvez, seja esta uma das razões de não se ouvir falar sobre Mulheres que Estupram.


Não são poucos os casos de Mulheres que encontram-se encarceradas, respondendo entre outros delitos, o estupro, pois este tipo de crime, nunca é denunciado isolado e tipificado no artigo que a ele corresponde ao Artigo 213 do C.P.B. 'Art. 213 - Constranger mulher à conjunção carnal, mediante violência ou grave ameaça: Pena - reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos'. (Alterado pela L-008.072-1990) Crimes Hediondos.


       Normalmente, as Mulheres presas pelo '213' são co-autoras. Algumas, cedem as "taras" dos parceiros, outras, embriagadas ou drogadas, em turma acabam entrado "no embalo" e cometendo a bárbarie do estupro. Quando a Mulher pratica este delito, se utiliza (na maioria dos casos) de objetos que são introduzidos em suas vítimas, se o crime esta sendo praticado por "seu parceiro" ela responde juntamente a conivência, e óbviamente a co-autoria.

Tem mulheres, que assediam meninas ou outras mulheres, a fim de entregá-las ao marido ou companheiro e fora o estupro acabam respondendo criminalmente por mais crimes que o próprio agente, uma vez que somam-se as promessas, seguidas de práticas caracterizadas como criminosas. Assim sendo, responde esta por crimes diversos.

       Assim como o Homem, a Mulher presa por estupro, é conceituada como "o fim da escória" não sendo aceita pela massa carcerária. Pelo fato de não se divulgar este tipo de crime, quando praticado pelo sexo feminino, elas adentram os cárceres e omitem seus crimes. Toda a unidade prisional, possui o prontuário de quem esta na condição de pessoa presa, e junto a este, contém todas as informações referentes ao crime que esta respondendo ou sentenciada. Porém, ninguém "passa adiante" primeiro, porque são limitados os funcionários que acessam na íntegra o prontuário e segundo que alcagüetar uma pessoa, de estar presa por um artigo inaceitável, é sentenciar esta pessoa a pena de morte.
     
       Porém, existe uma problemática nos cárceres femininos, que não se resolve e vai em desencontro ao que o universo entre grades proibe. Para que se entenda: Se o estupro dentro das cadeias é inaceitável e, em se tratando de Homens existem cadeias/presídios apropriados para este tipo de crime, no caso das mulheres, não existem presídios estruturados para assegurar a integridade física da Mulher estupradora, quando descoberta.

   No entanto, caímos em uma contradição "delas por elas" pois muitas "dívidas" ou "cobranças" são efetuadas por Mulheres líderes, acompanhadas em bando, que se utlizam de cabos de vassouras para efetuarem penetrações de profundidade que não se tem como relatar. Muitos são os casos, em que por dívidas de drogas, ou desacertos internos, as próprias internas acabam praticando o estupro da forma mais bárbara possível em suas "miras."
Claro que não é sempre, mais não deixa de ser uma prática exercida já dentro dos Presídios e utilizados por Mulheres que punem... Dependendo "do grau" da ira de quem efetua "a cobrança" as vezês as seqüelas são horrendas ou fatais e suas autoras, nunca reveladas... Chega a ser uma controvérsia, a partir do momento que acabam praticando o que elas mesmas conceituam como impraticável... Já nos Presídios Masculinos, não se pune dívidas desta forma e os Homens só praticam este tipo de violência, quando sabem que há um estuprador no pavilhão, ou na unidade.

   No entanto, este tipo de crime nos Presídios Femininos acontecem, e quando a Mulher é presa por cometer o estupro, o faz sempre em parceria. O maior número de Mulheres que "são 213" estão na faixa etária de 35 a 50 anos. São muitos os casos de avós que estupraram netas... E outros em que a vítima é desconhecida e atraída pela Mulher, de forma meiga e carinhosa, sem jamais pensar que esta indo para um caminho, costumeiramente sem volta. Pois quando a vítima sobrevive, as seqüelas são ainda piores... O perfil das Mulheres estupradoras é quase sempre, simpático, delicado, amigável e de prontidão!  

Por Que Entrei no Crime... 

                                                "DEPOIMENTOS"





Aqui, alguns depoimentos de mulheres que depois de cumprirem suas penas, lamentávelmente acabaram voltando para os cárceres. Tentaremos publicar nas próximas edições, um número maior de casos, para que possamos mostrar a Realidade da maioria das Egressas e também alguns depoimentos daquelas que não são do crime e que por uma fatalidade, estão amargurando seus dias atrás das muralhas.



Entrevista com uma Reeducanda.



- Por que e como entrei para o mundo do crime? "Em forma de uma breve entrevista, fiz algumas perguntas a uma egressa, meu objetivo é tentar mostrar através dela, alguns fatores que podem levar uma mulher para o mundo do crime, como é adentrar as muralhas e lá sobreviver... Claro que todos os casos são diferenciados, mais vale a pena ler a história desta moça. Ainda "carregada" na gíria e usando algumas palavras que evito publicar, mesmo porque, nem todas usam mais o dialeto do cárcere, porém, pra não perder o teor de seu depoimento, deixei na íntegra e me antecipo a desculpar-me por determinados termos aqui transcritos. Aí vai... {Elizabeth Misciasci}- Qual o seu nome?-



O que te levou a cometer crimes?- Qual foi a sensação no momento em que teve a certeza de que ficaria presa? - No que você pensou na hora da prisão? - A mulher muda o hábito sexual dentro da cadeia? - Quais as verdades e mentiras deste lugar? *”-Bem, meu nome é Verônica e tentarei falar um pouco do que 'eu' fiz, vi e vivi.



A mulher sempre foi o que é hoje. Não nos modernizamos completamente e não aprendemos a fazer tudo o que fazemos hoje de repente. Sempre soubemos e nunca tivemos uma oportunidade. A sociedade nos posicionava como tolinhas, bobinhas, covardes e imputava-nos a obrigação de sermos submissas.

Com o tempo criamos coragem e resolvemos lutar de igual para igual, a fim de conquistar um lugar que era nosso mais que pôr sermos tolinha, não poderíamos ocupar. Sempre fomos capazes más a nós somente era dado o direito de ouvir e de pensar.



Hoje não a mulher já tem o poder das palavras e de se manifestar.

Prostitutas existiam mesmo na época de Cristo. Mulheres já se vendiam aos monarcas, já existia o homossexual, tanto de homens como de mulheres, como existia Sodoma e Gamorra. Então a mulher não se transformou da noite para o dia...

Nas experiências que tive, conheci mulheres que praticaram os mais diversos tipos de crimes. A mulher seja ela qual for mesmo as que estiveram ou ainda vivem no mundo do crime, antes de praticá-lo, tiveram seus sonhos, pleitearam formar uma família ajudar seus entes e muitas vezes frustradas se entregaram. Umas nos vícios outras no crime, já outras em fanatismo religioso, enfim... Eu tinha uma amiga de cela que realizou seu sonho, casou-se e teve três filhos, só que depois dos sonhos vieram os 
Pesadelos. Casou-se com um traficante e um dia a “casa caiu...”



Ela não era diretamente do crime, apenas sabia dos atos ilícitos do marido e aceitava, permitindo que a droga fosse passada dentro de sua casa. Foi presa junto com o marido e assinou um “doze”. {Drogas /Entorpecentes} Conheci muitos casos, uns tristes e outros bárbaros. Têm muita menina que para se livrar dos problemas de casa, como exemplo, o pai alcoólatra do tipo que espanca a mãe, sai de casa e tenta se virar como pode...Quando dá sorte, se acerta na vida e vira o orgulho da família. Porém, quando não se tem a mesma felicidade, cai na prostituição nas drogas ou no crime. No meu caso foi “f....”, porque eu tive uma boa formação cheguei até a faculdade, só que eu não era cheia da “grana” como os outros colegas que conviviam comigo.



Daí um dia “pintou” um “tremendo lance”, era rolos na minha cabeça estava “clareando a minha luz” para tirar “o pé da lama”. Na época, eu trabalhava como auxiliar de enfermagem. Comecei com pequenos roubos, uma caixa de remédios aqui, outra ali... A “achava o maior barato” a emoção do perigo e ainda ganhava um dinheiro extra, ’ porque eu conseguia vender o que eu furtava numa farmácia nas redondezas de casa. O “camarada” da farmácia sabia de onde vinham as coisas e comprava assim mesmo. Aliás, coisas roubadas sempre conseguem ser vendidas para os famosos “receptadores”, que sabem a origem do produto e pagando um preço muito mais baixo, comercializam, a fim de tirar vantagens, pôr isso vira uma bola de neve.



Bom lá no hospital em que eu trabalhava, conheci um “cabrinha”, ele tinha contatos com uns “gringos” que compravam crianças e mulheres que poderíamos dizer, serem rejeitados palas mães e pela sociedade, foi ai que entrei nessa. Era dinheiro alto e fácil, na minha cabeça eu estaria fazendo uma boa ação e ganhando uma boa grana, toda transação era feita com a autorização da própria mãe, que também levava o dela, e das mulheres, que queriam sair do Brasil e comercializar seus corpos se prostituindo, já que alegavam estar passando fome e não tendo retorno financeiro à prostituição aqui.



Na minha cabeça o fato das crianças e das mulheres, não terem uma vida digna e um futuro totalmente incerto me tranqüilizava, tirava qualquer tipo de dor, remorso de consciência. Só que um dia uma “p...” que vendeu um filho, muito doido na “nóia” querendo comprar um “pico”, resolveu dar uma de arrependida, queria mais dinheiro, passando a nos “chantagear” e como não iríamos “comer chantagem de ninguém” a “lazarenta” foi na delegacia e deu queixa de seqüestro, para piorar ainda fez o nosso retrato falado. A “Federal é “broca”, pegou agente no ato da entrega, armou a cama e fez a “fita cair”“.



Fiquei oito anos no “fechado” sem poder fazer nada. Minha família deu assistência, não me cobraram nada más o silêncio e a vergonha falou mais alto em mm. Tem família que abandona legal, não querem nem saber, más a minha foi ”super cem” chegou junto. Na hora em que vi as algemas presas em meus braços, senti tanto medo que até hoje, nem sei explicar direito o tamanho do sentimento de inferioridade que me invadiu.



Quando fui para a cela e a noite começou a dar sinais de que existia, ai meu... Eu chorei... Chorei tanto... E juro, juro que me arrependi, pois foi naquele momento que eu descobri que, um pão com ovo ou até mesmo um simples pão seco, poderia ser a refeição mais requintada que um ser humano poderia ter quando se tem a liberdade. Desejei qualquer coisa menos estar naquele lugar.



Acho que a minha ambição era grande mais não o bastante para viver na vida do crime, eu não tinha a menor condição de permanecer trancada num lugar daquele, cavado com as minhas próprias mãos. Trabalho dignifica o homem claro que sim e é bonitos pensar assim e o certo, só que num País onde as oportunidades são tão mínimas e as perspectivas ainda menores, buscar trabalho para quem ainda não tem, chega a ser sinônimo de morrer de fome.



Dentro da cadeia a solidão bate de frente e ai as coisas começam a “rolar” na sua cabeça, de uma maneira muito doida. Tem mulher que sonha dia e noite em ganhar a liberdade e em voltar para o marido, amante namorado essas ai... Coitadas! Na maioria das vezes são “trouxas”. Pensam que o “cara” está lá esperando e mal sabem que já arrumaram mais de mil na rua. Nunca aparecem para visitar e a pobre infeliz acha que eles estão na maior ansiedade para vê-las de volta. Essas com certeza se “masturbam” sozinhas. Existem as mulheres mais “fogosas”, mais quentes que não conseguem viver sem uma vida sexual ativa, não se importando se está transando com um homem ou com uma mulher, querem apenas amenizar a sua vida na cadeia. Não que esta tenha tendência ao lesbianismo, mais pôr ser a única maneira lá dentro da cadeia de sentir carinho e prazer...

Embora seja difícil de acreditar más na cadeia também existem mulheres inocentes, sabiam? As mais espertas vão consolando... Consolando... Até que um belo dia “crawl”, elas passam a “lábia” e as bobinhas caem como “sapas”.



Parece incrível mais umas que assumem um papel de proteção tão fiel que cuidam de suas mulheres melhor que muitos homens, que se for necessário matam e morrem pôr elas. Eu sempre respeitei todas as minhas companheiras e fui respeitada, não tive problemas desta natureza. O meu namorado foi preso comigo, mais depois de três meses parou de me escrever não procurei saber noticias, ouvi apenas alguns boatos e não me aprofundei, dizem que “rodou na cana” sei lá, fiquei na minha.



Tive uma grande amiga, mais tudo no respeito, amiga de verdade. Foi presa pôr estar num assalto a banco, na “fita” do assalto ela era o “cavalo”, que era o carro quente da fuga teve perseguição na fuga e uma “barca” deu uma fechada em seu carro e ela trocou tiros com a polícia, acertando um policial que morreu na hora.



Tuca é o nome dela, foi pega e não teve nenhum tipo de “benefício”, acertou um funcionário do estado se deu muito mal. Está até hoje no fechado, ”cumprindo de ponta”. Jamais abandonei esta amiga, estou sempre mantendo contatos, tenho certeza de que quando ela sair vai seguir a vida nos “conformes”. Hoje sofro a discriminação da sociedade ela existe é real... As pessoas não aceitam conviver normalmente com ex. – presidiárias, na teoria fala se muito, mais na prática, a credibilidade não existe.



São raras as exceções. Ah! E digo mais, a mulher é muito mais discriminada do que o homem. Hoje vou me virando vendendo roupas. Isso porque tenho que agradecer todo a participação e a força da minha vida a minha família que me deu condições de recomeçar e a tentar resgatar minha dignidade. Na verdade tudo o que vocês ouvirem contar de ruim de uma cadeia podem acreditar mais tudo que for dito de bom tem que ser    muito bem “checado”, porque se o inferno fosse bom e as passagens pelas cadeias fossem gratificantes, o Diabo jamais brigaria com Deus pelo poder do “Céu”. Não sei se posso ajudar com o meu relato, porém, isso é tudo o que eu tenho a dizer de tudo que fiz e vi na vida do crime.



Fui condenada a oito anos de prisão no regime “fechado” por infringir a Lei em vários Artigos. Entre estes:- Art. 231 do Código Penal-“Qual o maior problema que a mulher enquanto pessoa presa enfrenta? A Solidão, o abandono e a falta de trabalho são agravantes conseqüentes que muitas vezes chegam posteriormente á prisão, se agravando quando esta toma ciência da sentença penal condenatória.



Algumas reeducandas reclamam de sofrerem sevícias, contudo, a Mulher, normalmente se apresenta discreta para tratar o assunto, assim sendo, como ocorrem, aonde ocorrem e porque ocorrem, são assuntos até hoje NÃO PROVADOS e quando relatados, são de forma amigavelmente pessoal, o que não nos permite trair a ética e o respeito, para passar adiante algo que só poderá servir de especulações para muitos. Principalmente, porque algumas alegam o medo das represálias. O maior problema enfrentado pela mulher encarcerada é a condição em que ficam seus familiares após sua prisão (as que possuem).



A separação dos filhos, para a maioria é uma das dificuldades mais complicadas e dolorosas, pois o processo de adaptação e superação dos problemas mostra-se em muitos casos irreversíveis. A Mulher, enquanto casada ou amasiada, dificilmente consegue manter sua relação quando detida, pois se este, não for do crime, ou não tiver nenhum envolvimento com o delito da sua companheira em raríssimas exceções a amparam.

 Há casos, em que o parceiro, apóia visita, presta toda a assistência a Mulher, inclusive assume no lar o papel de pai/mãe. Porém, a maioria, ou nunca mais retorna, ou com o tempo vai se esquivando até o total esquecimento e abandono. A falta de trabalho, também afeta de forma problemática, pois muitas dependem da ocupação não só para saírem da ociosidade, mas com uma atividade, adquirem capacitação profissional, ganham remissão de pena e o mais importante e necessário, conseguem oferecer uma pequena fonte de renda para o sustento de sua família".

-2º-"Venho de uma família muito humilde, sempre fomos muito pobres e pra agravar os problemas, a minha mãe é usuária de drogas, o que motivou pra que eu passesse grande parte dos meus dias, vendo ela pedir esmolas na rua pra manter principalmente seu vício. Tenho mais seis irmãos, cinco deles também são usuários de drogas.




Quando eu fiz 13 anos, um homem muito mais velho, comprou bebidas pra minha mãe e enquanto ela se embriagava, ele disse que ia passear comigo e me estuprou espancando muito. Ninguém imagina o que sinto quando lembro de como fui violentada. Já aos 14 anos, tive uma filha, sendo então... Mãe solteira. Passado um tempo do nascimento dela, conheci um moço e parecia ser uma pessoa muito diferente das que normalmente haviam convivido comigo, achei que tinha então encontrado a felicidade.
Fui morar com ele e tive mais quatro filhos. Convivemos oito anos em paz e depois foi só pancada, lágrima e dor. Ele começou a traficar, até quando a polícia chegou em casa, e para a minha surpresa, ele disse que a droga era toda minha. Aí fui presa no lugar dele e condenada a quatro anos.

Saí do cárcere depois de dois anos e nove meses, mais não de liberdade plena e sim em condicional. Peguei meus cinco filhos que estavam com ele e fui morar com uma tia, num barracão perto da rodoviária velha. Porém, não conseguia arrumar emprego e ficava cada vez mais difícil sustentar meus filhos.
Nunca tinha dinheiro mal sobrava para o leite ou a farinha de milho, então acabei ficando sem possibilidade pra ir assinar minha condicional,entre outros tantos problemas, então, vi tudo perdido, já sabia que poderia acabar presa e sem opção fui pro lado pior... Comecei de verdade a traficar.

Não demorou nada e lá estava eu de novo atrás das grades e os meus filhos em um abrigo"T. M.A.J.

3 º-"Em 2004, conheci um rapaz mais jovem do que eu, ele com 25 anos de idade, eu com 34 e logo me apaixonei. Começamos a namorar e não demorou muito, passamos a viver juntos. Era uma união que parecia ser estável, no entanto, durou dois anos. No começo ele era usuário de drogas, mas só tive esta certeza com quatro meses de convivência debaixo do mesmo teto, depois, com desespero pra sustentar o vício, ele passou a traficar.
No início, tive medo, porque já havia sido detida há muito tempo antes, quando furtei um anel de uma casa em que trabalhei, fiquei dois anos presa e jurei nunca mais fazer nada de errado, mais mesmo sabendo que poderia correr o risco ao lado do meu parceiro, aceitei o risco.

Mas a cada dia ficava mais difícil, apesar do amor que sentia, essa situação começou a me incomodar. Ele prometia que ia parar e me pedia ajuda, mas não mudava. Decidi, então, dar um fim no relacionamento, mas ele não aceitou e em meio ao calor de uma discussão, ele pegou um facão e me deu vários golpes: treze ao todo, distribuídos na cabeça, no braço e no rosto. Naquele dia me fiz de morta para que ele parasse de me atacar, juro que pensei que não sobreviveria... Passei por muitas cirurgias, mas ainda assim, tive seqüelas.

No final de 2006, por motivos que não justificam, mas sendo o que havia aprendido desta relação perturbada, passei a traficar drogas, e já neste ano, fui presa em flagrante. Hoje cumpro pena de oito anos e sete meses na Penita. Apesar de tudo o que aconteceu, procuro ficar bem psicologicamente e manter um bom convívio com as minhas companheiras. Aqui na unidade, eu trabalho, estudo, vou remindo a pena e aprendi a conviver com as minhas deficiências. Estou pagando pelo meu delito, na esperança de ter de volta a minha liberdade com uma nova vida. Desejo também que seja feita justiça ao meu agressor, que hoje continua em liberdade, impune aos erros que cometeu, e creio eu, sendo um grande risco (entre tantos) para outras mulheres".

Por: Elizabeth Misciasci.

28 de fev. de 2012

Tratamento do Abuso de Drogas


A definição de adicção à droga do National Institute of Drug Abuse (NIDA) como "uma doença cerebral crônica, recidivante, que se expressa comportamentalmente e ocorre em um contexto social" reflete as dificuldades existentes na terapia desta condição. O tratamento destes pacientes envolve medidas farmacológicas e psicoterápicas para auxiliá-los a reestruturar os seus comportamentos.

É certo que os conhecimentos atuais sobre as alterações neurobioquímicas que ocorrem como causa ou conseqüência do abuso de drogas, auxiliaram a desenvolver drogas e estratégias de tratamentos mais eficazes. O uso de substâncias modificadoras da transmissão opióide, como a naltrexona, ou da GABAérgica/glutamatérgica, como o acamprosato, por exemplo, favorecem a manutenção da abstinência em pacientes alcoólatras. A naltrexona abole a recompensa provocada pela ingestão do álcool e o acamprosato reduz o desejo de beber.

Estamos, no entanto, muito aquém do necessário. Uma esperança futura reside na terapia genética. Se chegarmos a identificar os genes responsáveis pelas alterações neurobioquímicas que levam ao abuso de drogas, talvez possamos corrigí-las.

Será que em alguma época futura a humanidade poderá livrar-se de todas as drogas? Ou será mais razoável imaginar que poderemos chegar a desenvolver drogas psicoativas perfeitas, com poucos efeitos colaterais deletérios, tal como o soma descrito por Aldous Huxley em seu livro Ädmirável Mundo Novo", capaz de proporcionar uma notável sensação de bem estar, acalmando até mesmo as angústias existenciais? Só o tempo dirá!

27 de fev. de 2012

PLANO DE PREVENÇÃO À RECAÍDA

AUTOR - Terence Gorski

O QUE SIGNIFICA

1. Estabilização — Voltar ao auto-controle e ao meu comportamento
Estabilização: antes de fazer o plano de prevenção de recaída deve-se estar no controle de si mesmo.
Estabilização significa reconquistar o controle dos pensamentos, emoções memória, julgamento e comportamento após ter recaído. E uma hora de crise para o adicto e sua família. A recaída quebrou sua vida. E normal que a pessoa se sinta assustado, zangado, desapontado e culpado. O adicto precisa de ajuda. Precisa se voltar para pessoas em quem confia e de que depende e que pode ajudar a tomar os passos necessários para estabelecer sua sobriedade.

Se for incapaz de manter um controle consistente de seus pensamentos, emoções e comportamentos deveria consultar um consultor profissional ou centro de tratamento. Pode precisar de ajuda profissional para conseguir se estabilizar.

2. Avaliação — Precisa entender, com a ajuda dos outros, o que ocasionou o episódio de recaída.
Avaliação: O segundo passo do plano de prevenção de recaída é descobrir o que ocasionou a recaída. Isto é feito revisando a historia de uso de químicos, assim como os sinais de aviso específicos e sintomas
que ocorrem durante tentativas de conseguir abstinência.
Esta informação fornecerá indícios do que foi feito errado e o que pode ser feito diferente para melhorar suas chances de sobriedade permanente. Lembre-se que seu passado é seu melhor professor. Se você falha em aprender com seu passado, você é condenado a repeti-lo.

3. Educação — Preciso aprender sobre o processo de recaída e como preveni-lo.
Educação — para prevenir recaída é preciso entende-las. Quanto mais informações possuir sobre adicção, recuperação e recaída, mais ferramentas você terá para manter sobriedade.
É necessário entender os sintomas de abstinência demorada o que lhe coloca num alto risco de desenvolve-la, o que pode aciona-la o que se precisa para preveni-la o lidar com ela.

Deve familiarizar-se com os sinais de aviso e ser capaz de dar exemplos deles e coloca-los nas próprias palavras para ter certeza de entende-los. Você já começou o processo de educação lendo este livro. Mas somente ler não é suficiente; Os conceitos apresentados neste livro precisam ser revisados e discutidos com outras pessoas. Um consultor em dependência química credenciado, deveria estar envolvido em ajudar a rever este material. Se isto não for possível, o padrinho no A.A. ou outro adulto que leu este livro e não tem um problema de dependência química pode lhe ajudar a rever e aplicar esta informação.

Lembre-se, o programa de educação não está completo ate que o adicto seja capaz de aplicar honestamente francamente a informação que aprendeu da própria vida e das atuais circunstancias da mesma. Adicção é a doença da negação. Sem o envolvimento de outros, no processo de educação, a negação pode impedi-lo de reconhecer o que acontece realmente.
4. Identificação dos sinais de aviso — Preciso identificar os sinais de aviso que me dizem que tenho problema com minha sobriedade.

Toda pessoa tem um conjunto pessoal e único de sinais que indicam que o processo de recaída esta acontecendo. Estes são sinais para o próprio e para os outros que existe processo de recaída, ou desenvolvimento de outros sintomas. Identificação dos sinais de aviso é o processo de identificar os problemas e sintomas que podem levar a recaída. Problemas podem ser situações internas ou externas ao adicto.

Sintomas podem ser problemas de saúde, problemas de pensamento, problemas emocionais, de memória ou de julgamento e comportamento adequado. E preciso desenvolver uma lista de sinais de aviso pessoais ou de indicações de que pode estar em perigo. A lista de avisos deve ser desenvolvida de experiências das recaídas passadas.

Da lista de sinais escolha cinco que se aplicam ao adicto. Coloque-os nas próprias palavras do adicto e escreva uma declaração sobre cada um que descreva sua própria experiência. Você precisa ter uma lista de indicadores e especificar o que esta saindo de uma vida produtiva e confortável, para começar a se mover para a recaída.

5. Administração dos sinais de aviso — Preciso ter planos concretos para prevenir e parar os sinais de aviso.

Administração dos sinais de aviso: cada sinal de aviso na verdade é um problema que precisa prevenir ou resolver desde que acorra. Se você quer evitar um problema, precisa revisar cada sinal de aviso e responder a questão: Como posso evitar que este problema aconteça?
É necessário lembrar que adicção é uma doença com tendência á recaída. Isto significa que qualquer adicto em recuperação terá uma tendência a experimentar problemas ou sinais de aviso que podem levar-lo de volta ao uso aditivo.

Uma vez que se saiba e aceite este fato, pode-se planejar o inevitável. Haverá problemas e sinais de aviso de recaída. Se você quer evitar a recaída você precisa ver cada sinais de aviso que experimentou no passado e formular um plano para lidar com eles. E essencial que se estabeleça novas respostas para identificar sinais de aviso de recaída. Determinar o que se ira fazer quando reconhecer que um sinal de aviso está acontecendo em sua vida. Como pode ser interrompida a síndrome de recaída? Que ação positiva pode se tomar que removera o sinal de recaída? Liste varias opções ou possíveis soluções para remover o problema. Listar várias alternativas dará mais chances de se escolher solução e dar alternativas se a primeira escolha não funcionar. Escolha uma opção razoável que pareça oferecer a melhor possibilidade de interromper o processo de recaída. Esta será a resposta nova quando perceber um sinal de recaída em particular.

Pratique cada nova resposta até se tornar um habito. Se a nova resposta estiver disponível para na hora de stress alto, haverá a necessidade de pratica-lo na hora em que o stress estiver baixo.
Pratique e pratique até que a resposta torne-se um hábito. Se a resposta nova falhar para interromper o sinal de aviso, estabeleça um plano novo mais efetivo.

Não se pode permitir aditar um plano para interromper os sinais se eles ocorrerem. Se não se possuir um plano, não será capaz de interrompe-los quando ocorrerem.

6. Treinamento do inventário — Preciso fazer um inventário duas vezes por dia para que possa perceber os primeiros sinais de problemas e corrigir os problemas antes que fiquem fora de controle.
Treinamento do inventario: Qualquer programa de recuperação com sucesso envolve um inventaria diário. O 10o. Passo do A.A. lembra-nos que devemos continuar a fazer um inventário pessoal e quando estivermos errados admiti-los prontamente. Um inventário diário é necessário para ajudar a identificar os sinais de aviso de recaída antes da negação ser reativada. Qualquer sinal de recaída e ser1 o porque pode ser o primeiro passo para voltar a beber ou ter colapso emocional e físico. Sem um inventado diário o adicto ira ignorar os sinais iniciais, e então será incapaz de interromper a síndrome da recaída quando se torna mais aparente.

Para um plano de prevenção de recaída é necessário projetar um sistema de inventário especial que monitora os sinais de aviso de uma recaída em potencial.
Desenvolva unia maneira para incorporar este sistema de inventaria na vida no dia-a-dia. Agora você tem uma lista dós sinais de aviso pessoais. Como você vai determinar se algum destes sintomas for ativado em sua vida?

Para que um inventado diário se torne um habito, recomendamos que se estabeleça dois rituais para o inventado diário. O primeiro deveria ser pela manhã. Abra um espaço de 5 a 10 minutos para ler a meditação no livro 24 horas e fazer um resumo de seus planos para o dia. Pergunte-se se você está preparado para este dia e o que você pode fazer que lhe ajudará fisicamente e emocionalmente a enfrentar os desafios do dia e manter uma sobriedade confortável. O segundo ritual de inventário dever ia ocorrer á noite. Reveja as tarefas do dia, identifique o que você manuseou bem e o que precisa melhorar.

Que forças você usa para enfrentar os desafios do dia? Como você pode reforçar e aumentar sua força? Que fraqueza ficou aparente e como você pode corrigir os defeitos e melhorar nestas áreas?
Olhe cuidadosamente na sua lista de sinais de recaída pessoal. Alguns deles estão presentes em sua vida? O que você esta fazendo para corrigir estas situações? Existem outros sinais de aviso que podem ser acrescentados a sua lista?

Pode ser útil manter um diário para rever seu progresso na recuperação e para acompanhar os sinais de recaída. Isto ajudara a ver que você se esta fazendo progresso na recuperação progresso porque lutamos. Afinal, não por perfeição.

Apenas saber quais são os seus sinais de aviso não irão necessariamente lhe ajudar. Lembre-se que os sinais de recaída se desenvolvem inconscientemente. `Você não sabe que eles estão acontecendo. Um inventário é uma maneira para rever conscientemente o que acontece no dia. Através de um inventário feito duas vezes1 de manhã e á noite é possível perceber os sinais de recaída, e fazer algo para pará-los antes de perder o controle.

7. Rever o programa de recuperação — Preciso rever meu programa de recuperação atual para
ter certeza de que existe ajuda para tratar com meus sinais de aviso.
REVER O PROGRAMA DE RECUPERAÇÃO

Recuperação e recaída são os lados opostos da mesma moeda. Se você não esta se recuperando, você esta em perigo de recair. Um bom programa de recuperação é necessário para evitar à recaída. Seu programa de recuperação anterior funciona bem para você?

Como pode ser melhorado é necessário aprender a se desafiar na vida diária. O adicto conhece sua adicção e sabe lidar com os sintomas? Presta atenção a todas suas necessidades de saúde? Está fazendo todo o necessário para se recuperar?

É necessário desenvolver um novo programa de recuperação baseado no que funcionou e do que não funcionou no passado.

Para cada problema, sintoma ou sinal de aviso que se identifique precisa-se ter certeza de que há alguma coisa no programa de recuperação para ajudar a lidar com isto.
8. Envolvimento com os outros — Preciso pedir aos outros que me ajudem a continuar sóbrio, falando-lhes sobre os meus sinais de aviso e pedindo por um retorno se eles verem quaisquer sinais aparecerem.

Envolvimento de pessoas significativas. Você não pode se recuperar sozinho. Recuperação total envolve a ajuda e apoio de uma variedade de pessoas. E necessário ajuda de outras pessoas para ter sucesso num plano de prevenção de recaída. O processo de recaída muitas vezes é um processo totalmente inconsciente. Apesar de um inventario diário pode se não ver o que esta acontecendo. Por isso é importante envolver outras pessoas nos planos de prevenção de recaída.

Membros da família, colegas de trabalho e companheiros de A.A/NA. podem ser muito úteis em ajudar a reconhecer sinais de aviso enquanto ainda é possível fazer algo sobre eles. Para que os outros possam ajudar, eles precisam conhecer os sinais de aviso e se preocupar o bastante para ter disposição de falar ao adicto quando percebem estes sinais de aviso.

E necessário estar disposto a falar com estas pessoas regulamente para que eles possam notar quando algo está errado e agir sobre o que eles dizem.
Selecione pessoas significativas na vida do adicto para ficarem envolvidas na prevenção de recaída. Podem ser os membros mais próximos da família, um patrão que o apóia, um padrinho do A.A., ou amigo do A.A.

Faça uma lista das pessoas com quem se tem um contato diário. Escolha desta lista as pessoas que você acha que seriam importantes para lhe ajudar a continuar sóbrio e evitar a recaída. Estas pessoas formam a rede de intervenção. Determine como cada pessoas interagiu com o adicto no passado, quando mostrou sintomas de recaída. Foram úteis à sobriedade? O que poderia fazer que seria mais útil a sua sobriedade? Agora determine o que você gostaria que estas pessoas fizessem na próxima vez que forem reconhecidos os sintomas de recaída.

Reúna as pessoas da vida do adicto para a reunião. Explique a eles lista de sinais de aviso pessoais e forme um contrato com cada pessoa de apoio sobre o que ele deverá fazer quando os sintomas de recaída forem percebidos e o que eles farão se o adicto começar a usar. O que se quer que eles façam e o que eles estão dispostos a fazer se a negação for reativada e se ficar incapaz de reconheces que existe um problema?

A rede de intervenção deveria ensaiar ou representar uma situação quando o adicto pode ficar numa pior. Representar uma situação na qual se esta mostrando sinais de aviso e então negar estes sintomas. A pessoa precisa ensaiar o que ele precisa fazer para ajudar a interromper a síndrome de recaída.
Permita a rede de intervenção participar na sua recuperação. Encoraje-os a apoiar o programa de recuperação e a rejeitar apoio a seus sintomas de aviso de recaída. Lembre-se também, que os membros da família também estão se recuperando. E preciso conhecer suas necessidades e assumir um forte compromisso para atende-lo em seus próprios programas de recuperação.

9. Acompanhamento e reforço — Preciso revisar meu plano de prevenção de recaída em intervalos regulares à medida que cresço e mudo na recuperação.

ACOMPANHAMENTO E REFORÇO:

Adicção não tem cura. Ela é uma doença crônica. Recuperação da adicção é uma maneira de vida. Como o plano de prevenção de recaída é parte da recuperação, também precisa tomar-se uma maneira de vida. O plano de prevenção de recaída precisa ser integrado em toda a vida e em todos aspectos da sua recuperação do adicto.

O plano de prevenção de recaída precisa ser compatível com A.A/NA. e outros grupos de apoio que se usa para progressiva sobriedade.

Deve também ser compatível com o programa de tratamento e da família.
Prevenção de recaída precisa ser praticada ate toma-se um habito. Todos somos escravos de nossos hábitos. A única liberdade que podem ter e escolher com cuidado os hábitos dos quais ficaremos escravos. Para a pessoa em recuperação é especialmente real que existe liberdade na estrutura. Somente no habito e na estrutura de um programa de sobriedade diário é que se pode conseguir a liberdade da escravidão da adicção.

E preciso estar disposto e revisar e atualizar o plano de prevenção de recaída em intervalos regulares e estar dispostos a reconhecer novos problemas que ameaçam a sobriedade. Plano de prevenção de recaída é um processo que deveria tonar-se uma parte integral da recuperação.

A conseqüência será a liberdade para gozar sobriedade confortável e a garantia que se tem um conhecimento de recaída, que se pode identificar os próprios sinais de aviso, e que se tem um plano de ação permitir que estes sinais de aviso se desenvolvam.

AS FASES E SINAIS DE AVISO DA RECAÍDA

(Sintomas da disfunção externa)
O processo de recaída leva a pessoa em recuperação a sentir dor e desconforto sem o químico. Esta dor e desconforto ficam tão fortes que a pessoa em recuperação fica incapaz de viver normalmente quando não bebe ou usa e sente que beber não pode ser pior que a dor de continuar sóbrio.
Trinta e sete sinais de recaída foram identificados em 1973 por Terence Gorski pela conclusão de entrevistas clinicas com 118 pacientes em recuperação. A pessoa em recuperação tem quatro coisas em comum -
  1. a pessoa completa um programa de reabilitação de alcoolismo de 21 a 28 dias;
  2. reconheceu que é uma pessoa em recuperação e não pode usar álcool/drogas com segurança;
  3. foi dispensada com a intenção consciente de ficar sóbrio permanentemente, se utilizados de Alcoólicos Anônimos/Narcóticos Anônimos e o aconselhamento profissional no ambulatório;
  4. finalmente volta a beber, apesar de seu compromisso inicial de permanecer sóbrios.
Os sintomas mais comuns relatados nesta Pesquisa clínica
foram compilados num quadro de Recaída retratando os sinais de aviso da recaída.
Esses sinais foram divididos em 11 fases e a redação mudou um pouco para ser entendia com mais facilidade.
FASE UM - SINAIS DE AVISO DE RECAIDA INTERNOS.
Nesta fase a pessoa em recuperação se sente incapaz de funcionar normalmente dentro de si mesmo. Os sintomas mais comuns são:

1.1 — Diflculdade De Pensar Com Clareza.
A pessoa em recuperação muitas vezes tem dificuldade em pensar com clareza ou resolver problemas, geralmente simples. Às vezes sua mente age com pensamentos rígidos e repetitivos. Outras vezes sua mente parece se fechar ou dar brancos. Tem dificuldades de se concentrar ou pensar logicamente por mais que alguns minutos. Por isso nem sempre está seguro de como uma coisa se relaciona ou afeta outras coisas. Também tem dificuldade em decidir o que fazer a seguir para lidar com sua vida e recuperação. Às vezes é incapaz de pensar claramente e tende a tomar decisões, que não tomaria se o pensamento estivesse normal.

1.2— Dificuldades Em Lidar Com Sentimentos E Emoções.
Na recuperação a pessoa que tem dificuldades em lidar com seus sentimentos e emoções. Às vezes super-regra emocionalmente (sentem demais). Às vezes fica emocionalmente insensível (sentem muito pouco) e não é capaz de saber o que está sentindo. Em outras vezes ainda, tem pensamentos estranhos e malucos, sem razão aparente (sentem coisas erradas) e começa a pensar que vai ficar louco. Este problema de lidar com os sentimentos e emoções leva-o a experimentar e confia em seus sentimentos e emoções, muitas vezes há ignora-los ou esquece-las. Às vezes a incapacidade de lidar com os sentimentos e emoções, leva-o a reagir de maneira que não agir, se seus sentimentos fosse admitidos apropriadamente.

1.3 - Dificuldade Em Lembrar Coisas.
A pessoa em recaída em recuperação tem problemas de memória e o impede de apreender informações novas e habilidades, a coisas novas que apreende tende a se dissolver de sua mente dentro de 20 minutos após apreende-la.
Tem problemas para se lembrar de fatos importantes da infância, adolescência ou como adultos. Às vezes se lembrar tudo claramente. Sente-se bloqueados, grudados ou desligados da memória. Às vezes esta mesma memória, não em mente. Às vezes a incapacidade de lembrar coisas levando tomar decisões que não tomaria se sua memória estivesse funcionando bem

Companheiras de dependentes químicos podem apresentar transtornos semelhantes às doenças de seus parceiros

Adriana, 35 anos, Fábia, 15, Romina, 33, Angélica, 29 estão em tratamento por causa da dependência química sem jamais terem tido algum problema pessoal com bebida alcoólica ou com qualquer outro tipo de droga.
Para que experimentem os dissabores de seus “vícios”, basta assistirem a seus maridos ou namorados exagerarem no álcool, sumirem dias para consumir crack e cocaína ou voltarem para casa maltrapilhos após horas e horas passadas no bar.
Na posição de espectadoras da dependência, estas mulheres, moças e senhoras, percebem que são prisioneiras de um transtorno tão exigente e avassalador como a doença de seus parceiros.
Na literatura especializada e nos consultórios clínicos, o comportamento delas é chamada de “codependência”, transtorno majoritariamente feminino que é despertado – em sua maioria – nas relações afetuosas com dependentes químicos.

Máscaras

“Ora a gente acha que é super-heroína, ora que é vítima da situação. Vamos desempenhando esta troca de papéis e, quando nos damos conta, se é que um dia nos damos conta, já não temos vida própria. Somos movidas a nos dedicar ao outro e, por um momento, gostamos disso”, afirma Romina Miranda Cerchiaro, em recuperação da sua codependência há sete anos.
Depois de pedir a separação do companheiro que tinha problemas com o álcool, Romina desconfiou de que apresentava sinais clássicos de dependência daquela situação que tanto dizia “não aguentar mais”.
“Percebi que se não procurasse ajuda iria continuar com o mesmo comportamento destrutivo, repetindo os mesmos erros, ainda que em outro relacionamento”, conta ela, que é jornalista, escritora e tornou-se pesquisadora da área de codependência.
A conscientização de sua situação fez com que Romina procurasse ajuda especializada e também tivesse vontade de ajudar outras mulheres que viviam dramas como o seu de forma anônima. Hoje, ela organiza grupos de autoajuda em todo o Brasil.
O Delas acompanhou uma destas reuniões, em uma noite chuvosa na capital paulista. No encontro, todas as outras participantes pediram sigilo sobre seu nome e sobrenome. Não era apenas a vergonha que motivava a insistência pelo anonimato. É que o processo para assumir a codependência é tão complexo como o enfrentado para admitir o vício. Existe, primeiro, a negação.
Romina Cerchiaro reconheceu que era codependente, estudou o assunto hoje ajuda outras mulheres

Não é amor?

Fábia, estudante do primeiro ano do ensino médio da capital paulista, garota de rosto infantil e de cabelos quase até a cintura, era exemplo de toda a complexidade que significa assumir o transtorno da codependência na reunião acompanhada pela reportagem. Aos 15 anos, ela poderia abandonar o primeiro namorado, em recuperação do vício de cocaína, e desfrutar de sua juventude em baladas e viagens para o Guarujá. “Mas eu simplesmente não consigo deixar para trás meu namorado, mesmo já tendo sido humilhada, traída e largada para escanteio tantas vezes”, diz.
Ao mesmo tempo em que admitia ser dependente daquela situação, a menina questionava se o seu comportamento não era “só resultado de seu amor”, dúvida que passa pela cabeça da maioria das companheiras e que serve de justificativa para não procurarem ajuda.
“O que tentamos reforçar em nossos encontros é que o sentimento serve de muleta para o comportamento destrutivo”, explica Romina. Segundo ela, não é raro as mulheres mais experientes, que já passaram por outros relacionamentos, se darem conta de que seus namorados antigos também eram dependentes químicos ou tinham algum outro tipo de compulsão, como vício em sexo ou no trabalho.
“Nosso objetivo não é fazer com que elas abandonem seus companheiros. Mas, sim, com que procurem ajuda para si”, acrescenta Romina.
Os especialistas acreditam que a codependência não traz apenas danos às mulheres mas também pode influenciar, negativamente, no processo de recuperação do dependente químico.
“Por isso, é tão importante que o acompanhamento psicológico seja estendido à família do dependente. É só desta forma que o apoio familiar traz efeitos positivos”, afirma Camilla Magalhães, diretora e pesquisadora do Centro de Informações sobre o Álcool (Cisa).
“Por vezes, quando esta mulher toma para si o controle da situação, ela pode cobrar resultados, tornar o processo mais angustiante ou ainda minimizar a dependência do seu companheiro, todas consequências perigosas no tratamento de ambos.”

“Tudo na minha vida”

Se para o dependente de álcool uma taça de vinho pode ser encarada como uma forte tentação – e além de um motivo para a recaída – para o comportamento destrutivo da copendência se manifestar, define a administradora de empresa Adriana, 35 anos, é só ouvir a frase “por favor, me ajuda”.
Adriana é mãe de um garoto de 16 anos e, apesar da rotina apertada de mais de 14 horas de trabalho diário, achou espaço para “uma coleção de relacionamentos destrutivos em série com homens compulsivos.” Os favores pedidos pelas pessoas com quem ela se relaciona são suficientes para a administradora largar tudo que está fazendo – emprego, diversão, sono, filho – e tentar ajudar quem solicitou sua ajuda.
Seria apenas uma postura nobre e altruísta se, entre estas solicitações, não estivessem pedidos que agravam não só a dependência do parceiro, como colocam a própria pele
BÊ-A-BÁ DAS DROGAS


TERMO SIGNIFICADO
ABELHINHA Zumbido no ouvido provocado pelo uso de lança-perfume.
ÁCIDO LISÉRGICO (LSD) Dietilamida do ácido lisérgico. Os efeitos psicológicos insólitos do LSD foram descobertos em 1943 por Hofmann.
ACESÃO Eufórico, excitado sob o efeito de uma substância tóxica.
ALTAS VISÕES Quando sob efeito tóxico o usuário vê além do real, do que é perceptível. Está implícita uma conotação positiva frente à droga.
ANFETAMINA Reativante químico, também conhecido por estimulante ou bolinha. No Brasil, os produtos mais consumidos dessa categoria são: Stenamina, Pervitin, Dexedrina e Dexamil. A dose normal é de 7,5mg a 30mg diariamente, embora alguns consumidores tomem doses enormes - até mesmo 2 mil mg por dia. A duração do efeito é de cerca de quatro horas.
ÂNIMO Apelido do lança-perfume. É empregado entre os usuários por provocar excitação momentânea.
APAGAR Quando, após o efeito, o usuário é levado ao sono.
AVIÃO Pessoa que faz a entrega de drogas, o intermediário entre o traficante e o consumidor.
"BAD TRIP" Quando a experiência com drogas pode ser perigosa, ruim, depressiva ou letal.
BAGANA Cigarro de maconha de tamanho pequeno ou semi-consumido.
BAGULHO Referência de qualquer tipo de droga, em especial à maconha.
BANDEIRA Indícios comprometedores para o usuário de drogas.
BARATINHO É a condição do indivíduo que está sob efeito de drogas. Há uma conotação negativa.
BARATO Efeito produzido pela droga.
BARRIL Comprimido marrom, um dos tipos diferentes de LSD.
BASEADO Cigarro de maconha de tamanho comum.
BEATA Cigarro pequeno de maconha.
BIRITADO Quando se está sob efeito de álcool: condição ideal dos usuários para consumir drogas.
BOCA Local onde se compram drogas.
BODE Estado de sono, depressão ou mal-estar que se segue ao efeito de drogas.
BOLA, BOLINHA Comprimidos entorpecentes. Os mais conhecidos são: Mandrix, Mequalon, Moderex, Optalidon, Artane e outros com denominação moderna.
BONEQUINHA Comprimido de LSD em forma de bala.
BRIZOLA Cigarro grande de maconha (no Rio de Janeiro).
CABEÇA FEITA Estar sob efeito de um determinado tipo de tóxico. Há, geralmente, uma conotação positiva.
CACHIMBO Cigarro de maconha que passa de mão em mão ou, ainda, utilizar o próprio cachimbo para fumar maconha.
CANOS Refere-se às narinas dos usuários de cocaína.
CARETA O não usuário de drogas.
CHARUTO Quantidade de maconha para 3 ou 4 "pacaus".
CHARRÃO Cigarro grande de maconha, com espessura maior do que o cigarro comum.
COCAÍNA É obtida das folhas de Erythroxylon coca e outras espécies de Erythroxylon, árvore originárias do Peru e da Bolívia, onde suas folhas têm sido empregadas há séculos pelo indígenas apara aumentar a resistência física. A cocaína é um dos mais fortes estimulantes do sistema nervoso central e também conhecida pelos usuários como coca, talquinho e pó.
COGUMELO Alucinógeno que nasce no estrume do boi zebu, sendo consumido na forma de chá, sopa, panqueca ou puro.
COQUETEL Nome usado para a mistura de bebidas alcoólicas e com comprimidos entorpecentes.
CRACK Derivado da cocaína.
DE MONTÃO Expressão que significa excesso de drogas consumidas.
DESARVORADO Quando o usuário está sob efeito de drogas alucinógenas e bastante agitado.
DEVAGAR PACAS Expressão utilizada em relação àqueles que estão começando a usar ou comprometer-se com drogas.
DIAMBA Outra denominação da maconha.
ESTAR TRANSADO Estar sob algum efeito tóxico.
ESTRIBADÃO Ver desarvorado.
FAZER CABEÇA Consumir drogas. Aplica-se, também, a fazer com que alguém consuma tóxicos.
FAZER MOVIMENTAÇÃO Função do traficante que compra e revende a droga.
FICAR DOIDÃO Estar sob o efeito de grande quantidade de tóxico.
FICAR LIGADÃO Semelhante a ficar doidão.
FINAL DE CADEIA Final do cigarro de maconha que passa de mão em mão.
FININHO Cigarro de maconha feito em papel de seda, que é fino e comprido.
FISSURA Vontade ou desejo de consumir drogas.
FISSURA TOTAL Vontade ou desejo incontrolável de usar drogas.
FOLIA Nome de gíria para o lança-perfume.
FUMO Nome de gíria para a maconha.
FUMO ADOIDADO Expressão que indica grande quantidade de maconha.
FUMO MALOCADO Expressão que se refere à maconha quando escondida.
GÁS Ver folia.
INGRESIA/INGRESIA FERRADA Perturbação, anomalia causada por drogas.
INJURIADO Expressão usada quando há uma impossibilidade de o usuário consumir a droga.
IR À LUTA Sair à procura de drogas.
JOANINHA Denominação utilizada pelos usuários de tóxicos para o carro da polícia.
LANÇA Nome mais usado do lança-perfume.
LANCE Efeito tóxico.
LIGADÃO Estado em que se encontra o indivíduo durante o efeito da droga.
MACONHA Nome popular da Cannabis sativa.
MANDRAQUE Denominação utilizada para aqueles que estão sob o efeito de Mandrix.
MARCHA À RÉ É a volta do usuário ao seu estado inicial, quando o efeito do tóxico está terminando.
MERCADO NOVO O iniciante no uso de drogas.
MEXER Consumir, usar drogas.
MISTURA FINA Mistura de bebidas alcoólicas com comprimidos entorpecentes.
MULA Transportador, consciente ou inconsciente, da droga.
NÃO DÁ BODE Significa que não há o risco de o usuário sentir sono, depressão ou mal-estar sob o efeito da droga.
NÃO TEM SUJEIRA Ausência de perigo para consumir drogas.
OVERDOSE Usar drogas em excesso.
PACAU Quantidade para 3 cigarros de maconha, chamados "fininhos".
PAPEL DE GALO Fumo de maconha de boa qualidade.
PEGAR Expressão que significa usar drogas.
PICO Qualquer substância tóxica quando aplicada na veia.
PIQUE-NIQUE Reunião em que todos os participantes fumam maconha.
PIRAR Enlouquecer por consumo excessivo de tóxicos.
POEIRADA Reunião em que todos os participantes fumam cocaína.
PUXADINHA Tragadas em cigarros de maconha.
PUXAR FUMO Fumar maconha.
QUEIMAR FUMO Fumar maconha.
QUEIMAR FUMO DE LEVE Fumar maconha esporadicamente.
RACHAR Dividir a quantia destinada à compra de drogas ou dividir a própria droga.
SAIR DA VIAGEM Voltar ao estado inicial, após ter passado o efeito das drogas.
SEM MEXER Não utilizar drogas por algum motivo. É uma atitude momentânea ou não.
TAPINHA Igual a puxadinha.
TORRAR Fumar rapidamente todo o cigarro de maconha.
TRANSAR Usar drogas.
TROUXINHA Embalagem em que há quantidade bruta de maconha.
VAPOR Traficante.
VIAJAR Estar sob o efeito de tóxicos.
Fonte: Vicente Greco Filho, Tóxicos Prevenção Repressão - EQUIPE PAUTA ANTIDROGAS -
- A VIDA E MUITO MELHOR SEM DROGAS -

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