NOSSAS EXPERIÊNCIAS

29 de dez. de 2011

NA ESTRADA DA VIDA:Flagrante da prostituição na rodovia
PROSTITUIÇÃO INFANTIL invade rodovias, atrai criminalidade e põe autoridades em alerta.Veja


SÃO LUÍS - A prostituição invadiu um trecho da BR-135. São cerca de 30 garotas de programa espalhadas em quatro pontos da rodovia, em uma extensão de 15 quilômetros. Entre sexta e sábado, o Portal Zill contou 20 mulheres nesses trechos. O ponto de maior concentração é no Maracanã, onde todos os dias cerca de 15 prostitutas disputam clientes em cerca de um quilômetro de pista. As prostitutas estão neste trecho há pelo menos dez anos. Mas a invasão de mulheres em busca de programas sexuais neste ponto da rodovia acirrou há três meses, segundo informações, das próprias garotas.
“Nunca vi tanta mulher de programa por aqui”, diz Paula, 28 anos, que há seis meses se prostitui na beira da estrada. O aumento de prostitutas nas margens das estradas preocupa o Ministério Público e a Polícia Rodoviária, que vem intensificando as blitze nos últimos meses. “Embora não seja crime, a prostituição traz consigo ilícitos como o tráfico de drogas, furtos e roubos, além da exploração sexual infantil”, informa.
PROSTITUIÇÃO INFANTIL

Elas se exibem para os motoristas de caminhão e passam ao longo das estradas com roupas minúsculas, oferecendo seus corpos com a maior naturalidade. Esta é a realidade de milhares de meninas na fase da adolescência e, conforme depoimentos de carreteiros que circulam de neste trecho, é a pura verdade. A prostituição infantil é um dos males das estradas brasileiras, com destaque para o Nordeste, onde as meninas fogem de casa e fazem programas em troca de um prato de comida quando encontram um carreteiro disposto a topar a perigosa aventura.

A prostituição infantil e a exploração sexual de menores está presente em todas as capitais brasileiras, principalmente nas cidades litorâneas do Nordeste. Dados estatísticos comprovam que a violência dentro de suas próprias famílias levam a criança e o adolescente por este caminho, os quais são vulneráveis a esse tipo de atitude que causam danos irreparáveis para o seu desenvolvimento físico, psíquico, social e moral. Esses danos podem trazer consequências penosas como, por exemplo, o uso de drogas, o abandono dos estudos, a gravidez precoce indesejada, distúrbios de comportamento, condutas anti-sociais e infecções por doenças sexualmente transmissíveis.

Locais com grande movimentação de caminhões, são pontos de encontro e desencontros, onde meninas menores são levadas e trazidas de outras cidades para ganhar a vida na prostituição. Na maioria das vezes fogem de suas casas numa boleia de caminhão para tentar uma vida melhor. Além de ser uma aventura perigosa, elas oferecem qualquer tipo de prazer para os carreteiros que comungam com esta investida. As formas adotadas pelas meninas e adolescentes em situação de exploração sexual são variadas. Algumas ficam nas beiras de estradas acenando para os carreteiros, enquanto outras, no horário entre 19 e 20 horas, abordam os mesmos no momento em que vão tomar banho, lanchar ou abastecer seus caminhões nos postos de combustíveis. O preço cobrado pelo programa depende do serviço prestado ao cliente. Pode custar apenas R$ 5, um prato de comida ou, então, até mesmo um refrigerante.

Durante a reportagem flagramos M.L.S., de apenas 16 anos, que fugiu de sua casa porque era espancada diariamente por seu padrasto. Há 5 meses vive pedindo carona para um carreteiro. Sem outra alternativa de vida, e carente emocionalmente, começou a se prostituir e a usar drogas. Ela diz que é melhor viver assim, na rua, mas ter como sobreviver. “Tenho roupas novas e bonitas, como comidas gostosas e até perfume do bom eu posso comprar”, afirma a menina.

Na opinião da maioria dos motoristas de caminhão, o governo deveria lançar programas para ajudar as famílias carentes, pois a exploração sexual infanto-juvenil é uma das mais cruéis conseqüências da miséria.

Enquanto moças, mulheres maduras e gays disputam a atenção dos carreteiros, enfrentando a vigilância que cerca os postos de serviço e de estacionamento, nas estradas o território é livre. Segundo informações da PRF, os agentes mal dão conta de cuidar dos assuntos referentes à legislação de trânsito. Cuidam apenas de fiscalizar o que estabelece a legislação em termos de documentação, limites de velocidade, situação do veículo.

Enfim, cuidar do que estabelece o Código de Trânsito, conforme comenta um patrulheiro. Ele esclarece que o policial rodoviário somente tomará alguma iniciativa de abordar alguma pessoa se a considerar em atitude suspeita de roubo, assalto ou qualquer outro tipo de crime. Nada a ver com prostituição nas estradas. A não ser que seja efetivamente comprovado que o carreteiro esteja abusando de uma moça menor de idade e contra a vontade dela.

fonte: www.180graus.com

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